Por Portal Folha de Pernambuco
Um homem perdeu o controle e agrediu a dona de uma sorveteria em Campinas, no interior de São Paulo, após a proprietária pedir para que ele usasse a máscara corretamente. Ele teria entrado no local com a máscara abaixada, na altura do queixo, modo incorreto de usar o equipamento de proteção.
Após o pedido, o homem se sentiu ofendido e, além de xingar a mulher com palavrões, chutou e quebrou equipamentos do estabelecimento. O caso aconteceu na tarde do último sábado (12), em uma sorveteria da avenida José Bonifácio, no Jardim Flamboyant, e será encaminhado à Polícia Civil.
De acordo com Pollyanna Reis, proprietária do local, quando ela pediu para que ele colocasse a máscara sobre o rosto para atendimento no caixa, começaram as agressões e ofensas. Em Campinas, há um decreto que obriga o uso de máscaras em estabelecimentos comerciais, além de vias públicas..
Em vídeos gravados por outros clientes que estavam no local no momento do ocorrido, é possível ver o homem ameaçando de agressão e ofendendo a proprietária. Em seguida, o homem chuta e quebra uma cadeira. Na sequência, ele tira uma proteção de corrente que havia no local e pisa em um cone colocado para controlar o fluxo de clientes.
Em meio a ameaças, o homem aponta o dedo no rosto da mulher, xingando e intimidando a funcionária: "Faz alguma coisa para ver se eu não quebro a sua cara, fala um 'A' pra você ver o que eu não faço", declara.
Em sua defesa, o cliente, identificado como Rodrigo Ferronato, alega que teria sido agredido primeiro com um empurrão, um soco na barriga e tapas. Ele também afirmou que já fez um boletim de ocorrência contra o estabelecimento, e acionou o Procon pela recusa do atendimento.
Sobre o desrespeito a máscara, Rodrigo ainda afirma que não havia distanciamento social no local, e que a máscara estava colocada, mas não estava sobre o nariz.
Novo vídeo mostra momentos antes de homem vandalizar sorveteria em Campinas
Correio Braziliense
O homem identificado como Rodrigo Ferronato aparece nas imagens usando a máscara de proteção contra a covid-19 abaixo do nariz e discutindo com a vendedora
(crédito: Reprodução/Twitter)
Vídeo da câmera de segurança da sorveteria vandalizada por um homem que se recusou a usar a máscara apropriadamente mostra o que aconteceu antes de ele começar a xingar a funcionária e a chutar a parede do estabelecimento. A filmagem não mostra Rodrigo Ferronato sendo agredido com empurrões ou socos, como ele disse ter sido ao site A Cidade On Campinas, mas não estão completas.
Nas imagens (assista abaixo), Rodrigo se aproxima do balcão com a máscara posicionada abaixo do nariz. A funcionária diz algo, apontando para o próprio nariz, e Ferronato faz um gesto de não com a cabeça. A lojista, então, coloca os picolés que ele pretendia levar em um saco, mas não os entrega, deixando-os de lado.
Ferronato, então, faz uma ligação no celular e, depois, passa a filmar a mulher, que se irrita. Ela, então, empurra para o lado a mão com a qual ele segura o aparelho, por duas vezes e aponta o dedo para ele, que aponta de volta. Os dois ficam apontando o dedo e aparentemente discutindo. Em determinado momento, ele tenta dar um tapa na mão dela, mas erra. A cena seguinte mostra o momento em que Ferronato começa a chutar a parede do estabelecimento, já vista no primeiro vídeo divulgado.
Novas imagens que provam que o cidadão de bem não foi agredido como alegou pic.twitter.com/wlU85ZHt37
— Alexandre (@p0mb4g1ra) September 16, 2020
Ameaças e xingamentos
No primeiro vídeo, é possível ouvir a discussão, na qual Ferronato ameaça a mulher: "Faz alguma coisa comigo para você ver se eu não meto a mão na sua cara. Fala um 'a' para você ver o que você vai arrumar. Está achando que é comédia aqui? Você não sabe onde você está não", diz ele, que também a chamam de "lixo", "arrombada" e "palhaça".
Após a repercussão do vídeo, Ferronato também se manifestou pelas redes sociais. Disse que é um cidadão de bem e que estava recebendo ameaças de morte. Disse ainda que estava sendo injustiçado, pois as pessoas estavam apenas vendo um lado da história, na qual "ambas as partes estavam erradas".




















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