Deve fazer não só um ato do Progressistas mas da Executiva Estadual da Federação União Progressista sobre as candidaturas majoritárias e proporcionais
Por TEREZINHA NUNES
Surpreendido este final de semana com encontro entre o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e Miguel Coelho com o prefeito João Campos, em Araripina, quando Rueda se manifestou favorável à candidatura de Miguel para o Senado em 2026, o PP, que já estava decidido a se reunir antes do final do ano com deputados federais, estaduais e prefeitos para lançar a pré-candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte para o Senado, deve mudar de posição e fazer não só um ato do Progressistas mas da Executiva Estadual da Federação União Progressista com o objetivo de deliberar sobre as candidaturas majoritárias e proporcionais.
– “O ano está findando e é preciso definir estas questões” – comentou com este blog uma importante fonte do PP este domingo, destacando que nessa reunião o nome de Eduardo da Fonte vai ser mesmo lançado para o Senado. Indagado sobre como isso vai se dar já que o União Brasil também faz parte da executiva, a mesma fonte destacou que na Executiva o PP tem cinco votos e o União Brasil 2 votos. “Queremos que o nosso relacionamento com o União Brasil seja o melhor possível. Vamos nos entender bem com Miguel, mas Eduardo tem o direito de postular o Senado e está preparado para isso”- completou.
Três deputados estaduais progressistas informaram que Eduardo da Fonte não queria manifestação oficial sobre seu nome para o Senado enquanto a Federação não estivesse formalizada e que agora o PP está livre para fazer os encaminhamentos necessários. Com os nomes de Miguel e Eduardo postos à mesa, cresce nos meios políticos especulação sobre a possibilidade de Miguel ser candidato a vice na chapa do prefeito João Campos e Eduardo da Fonte ser senador também na chapa do prefeito do Recife. Todas as fontes progressistas ouvidas este domingo negam essa possibilidade, informando que o PP esteve com a governadora Raquel Lyra desde o início e não tem sentido mudar de rumo, sob o risco de enfrentar uma rebelião da bancada de deputados estaduais que vem sendo muito bem atendida pelo Governo.



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