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Com informação do Jornal da Grande
A morte de Breno Ramos, filho do ex-governador de Pernambuco José Muniz Ramos, voltou ao centro do debate público e gerou forte repercussão nas últimas horas após uma série de postagens feitas nas redes sociais por João Paulo Ramos, irmão de Breno. As publicações trazem textos atribuídos ao ex-governador e apresentam uma versão que contraria a narrativa até então aceita sobre o caso.
Breno Ramos morreu no dia 12 de outubro de 2024, aos 48 anos, no Hospital Santo Antônio, em Barbalha, no Ceará, onde estava internado desde o dia 27 de setembro, após sofrer um grave acidente de moto na descida da ladeira do aeroporto de Araripina, no Sertão de Pernambuco. Desde então, a causa da morte vinha sendo tratada como decorrente das complicações do acidente.
No entanto, segundo os relatos agora divulgados pela família, desde o primeiro momento não havia convicção de que se tratava de um acidente. Em um dos textos publicados, João Paulo Ramos afirma que a família — composta pelo pai, a mãe, a irmã e ele — optou por aguardar o tempo necessário para ouvir versões, observar indícios e “conectar os pontos”, até chegar à conclusão de que Breno teria sido assassinado.
Em mensagem atribuída ao ex-governador José Muniz Ramos, o tom é de convicção e indignação. Ele afirma não ter dúvidas de que o filho foi “assassinado covardemente em uma tocaia”, ainda que ninguém da família tenha presenciado diretamente o ocorrido. Segundo o ex-governador, a certeza viria dos indícios observados posteriormente e da análise do local.
Outro trecho divulgado descreve, em detalhes, uma suposta dinâmica do crime. De acordo com esse relato, Breno teria sido seguido enquanto descia a ladeira de moto. Um carro teria colidido propositalmente com a traseira da motocicleta, quebrando o suporte da placa e empurrando a moto para dentro de uma valeta. Após a queda, já desacordado, Breno teria sofrido golpes na cabeça, causando afundamento de crânio. O texto destaca como ponto central de questionamento o fato de o capacete estar intacto, sem rachaduras ou arranhões, mesmo diante da gravidade das lesões.
Ainda conforme a versão apresentada pela família, após a ação, os supostos autores teriam deixado o local às pressas, deixando marcas de pneus próximas à valeta. No dia seguinte, segundo o relato, um incêndio teria sido provocado no matagal da área com o objetivo de apagar vestígios da cena. O ex-governador afirma que esteve no local logo cedo, antes do incêndio, o que teria reforçado suas suspeitas.
Nas publicações, José Muniz Ramos afirma que a família não busca vingança pessoal e que acredita que a justiça, humana ou divina, será feita com o tempo. “Quem espera por Deus não cansa”, diz um dos trechos divulgados.
Até o momento, não há confirmação oficial de mudança na versão do caso por parte das autoridades, e as declarações representam a posição e a interpretação da família, tornadas públicas agora por meio das redes sociais.
A nova narrativa reacende a polêmica em torno da morte de Breno Ramos e deve provocar novos desdobramentos, tanto no campo investigativo quanto no debate público, especialmente pela relevância política e histórica da família no estado de Pernambuco.



















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