NOTÍCIAS

10/recent/ticker-posts

ANIMAÇÃO ARARIPINA

Coluna do domingo | Quando o inimaginável deixa de ser

Por: Redação Blog Do Elielson

Por Lucas Arruda


A última semana exemplificou bem o que pensava José Magalhães Pinto, ex-governador de Minas Gerais, quando disse que política é como nuvem: “você olha e ela está de um jeito; olha de novo e já mudou”. De segunda até o dia de hoje, o que era inimaginável deixou de ser. E até aqui, Raquel Lyra (PSD) foi a mais objetiva ao comentar se estaria em articulação com o PDT e Marília Arraes para composição da chapa ao Senado: “todo mundo está conversando com todo mundo”, disse à Rádio Pajeú. É a política.

Até o fim da janela partidária, todos os questionamentos que esquentaram os bastidores precisarão ser respondidos: Marília Arraes (PDT) e Silvio Costa Filho (Republicanos), de fato, estarão no palanque de Raquel? Eduardo da Fonte (PP), à revelia da base da governadora, migrará para o lado da Frente Popular de Pernambuco? Álvaro Porto no MDB representa a consolidação como nome para vice de João Campos (PSB)? Perguntas que fizeram muita gente recalcular a rota e ter cautela.

Alguns desses movimentos, se efetivados, precisarão ser muito bem explicados. Eles serão alvo de críticas contundentes, capazes de desestabilizar campanhas e chapas. Sobretudo quanto ao Senado. No meio do caminho, estão em jogo interesses como estrutura das legendas para uma eleição que será pesada, aproximação a eleitores de outros espectros, e ainda, a intrincada composição nacional.

Por exemplo, para que a Federação entre PP e União Brasil não suba no telhado, há um trabalho que envolve diversas lideranças partidárias quanto à neutralidade da União Progressita (UP), como apontado pelo próprio prefeito do Recife, João Campos (PSB) – a quem muito isso interessaria. E vale ressaltar que os Coelho não estão parados na corrida, muito pelo contrário. Com a janela partidária avançando, os próximos dias tendem a ser ainda mais surpreendentes. Respire, leitor, está apenas no começo.

ESTRANHEZA – Aproveitando o possível cenário com Raquel Lyra (PSD) e Marília Arraes (PDT), me amparo na história política de Pernambuco para dizer que não será o primeiro – nem o último – movimento visto com estranheza. Em 1982, Jarbas Vasconcelos, então presidente do MDB, concordou com o nome de Cid Sampaio para o Senado mesmo com o gosto amargo deixado pela eleição de 1978. Já em 1986, retornando ao Palácio do Campo das Princesas, Miguel Arraes elegeu Antônio Farias ao Senado. Farias havia sido da Arena, braço político da Ditadura Militar. São apenas alguns.

REPUBLICANOS – Toda a discussão envolvendo Marília tem quase que ofuscado a especulação do nome do ministro Silvio Costa Filho para também compor a chapa da governadora. No aniversário da capital pernambucana, João Campos (PSB) afirmou que havia conversado com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira. Segundo João, há um movimento sendo articulado em Pernambuco que depende da condução do presidente.

Postar um comentário

0 Comentários

Ad Code

Responsive Advertisement