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ANIMAÇÃO ARARIPINA

Com PT dividido, Humberto Costa diz que decisão sobre apoio a João Campos ou Raquel Lyra será do diretório nacional

Decisão nacional do PT sobre palanque em Pernambuco segue indefinida enquanto alianças e pré-candidaturas ao Senado redesenham o cenário eleitoral.

Por Túlio Feitosa para o JC


O senador Humberto Costa - Divulgação

Durante evento de filiação da deputada estadual Dani Portela ao Partido dos Trabalhadores, na noite desta sexta-feira (13), o senador Humberto Costa, do mesmo partido, contou em conversa com jornalistas, que a decisão final sobre apoios no Estado será tomada apenas pela direção nacional do PT, sinalizando que as costuras locais não sobressaltarão ao que for definido pelo presidente Lula.

"Obviamente que Pernambuco deve sentar, discutir, apresentar ideia, sugestões, mas a decisão final será da direção nacional", disse o senador em entrevista publicada pelo Blog do Elielson.

"Em toda eleição, a quantidade de 'disse me disse' é muito grande. Nós estamos vivendo um processo que é marcado por muita turbulência. Quem souber o que vai acontecer até o dia 4 e depois, será um verdadeiro adivinho", complementou.

Apenas após o dia 3 de abril, ao final da janela partidária, poderá ser vislumbrado com mais clareza como serão configuradas as chapas para a disputa do Governo de Pernambuco nas eleições de 2026. Enquanto isso, o PT segue sendo uma das peças com mais peso nesse xadrez eleitoral, sobretudo pelo fato de Lula não ter tornado público oficialmente nenhum apoio à possível pré-candidatura de João Campos (PSB) ou à reeleição de Raquel Lyra (PSD).

Apesar da indefinição, Humberto Costa ressaltou que uma sinalização foi feita ao PSB de João Campos, que também marcou presença no evento de filiação de Dani Portela. Segundo o senador, a relação política "de muito tempo" e o fato do PSB estar no governo, com Geraldo Alckmin na vice-presidência da República, são fatores que pesam nessa aproximação para as eleições, mas não são definidores. "A última palavra será dada pela direção nacional".

"Centrão" se aproxima de chapa progressista

Com o diálogo entre João Campos e a federação União Progressistas, que une o PP ao União Brasil, visando união à chapa do socialista na disputa ao Governo do Estado, reconfigura o cenário tirando Eduardo da Fonte, presidente estadual do PP e pré-candidato ao Senado, dos arredores de Raquel Lyra e colocando o "Centrão" ao lado da federação formada pelo PT, PV e PCdoB.

O senador Humberto Costa avalia o movimento como "coerente" com a história política de Pernambuco.

"O campo progressista ganhou muitas eleições aqui com [Miguel] Arraes, ganhou com o próprio Eduardo Campos, dentro de alianças. Então, eu entendo que é uma posição razoável querer ter uma composição na chapa, se é no Senado, se é na vice, mas ter uma composição que aponte para o centro, também”, ressaltou.

Também em entrevista publicada pelo Blog do Elielson, o prefeito João Campos repercutiu a fala de Humberto sobre essa aproximação do Centrão à chapa do pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB.

"O presidente Lula tem algo que é muito importante, já dito, que é o fortalecimento das candidaturas ao Senado no Brasil. Então é um tabuleiro que nacionalmente está sendo construído com competitividade, tendo em vista que o cenário no Brasil do Senado é um cenário de muito desafio", disse João, que foi prestigiar o evento de Dani Portela.

Marília Arraes perde espaço

A aproximação do Centrão à chapa de João Campos acabou sendo um movimento inconveniente para Marília Arraes, que anunciou a pré-candidatura ao Senado pelo PDT e esperava contar com um espaço na chapa do primo. Sem vaga definida no palanque, a ex-deputada chegou a falar em uma candidatura independente.

Por outro lado, em declaração feita à Rádio Pajeú, nesta sexta, a governadora Raquel Lyra admitiu conversas com o PDT de Marília, abrindo a possibilidade de uma composição na chapa envolvendo as ex-adversárias políticas.

Também presente no evento de Dani Portela, a senadora Teresa Leitão esquivo-se de vincular a chapa progressista com a imagem de Marília Arraes. "A gente não tem nada mais a ver com o comportamento de Marília [Arraes]", disse.

"Marília não é mais do PT. Ela tem liberdade de entrar no partido, de sair do partido, de se posicionar. Eu tinha compreendido, na primeira conversa que fiz com ela, que ela se manteria no nosso campo. Porque foi isso o que ela me disse. Se as conjunturas ou as contingências estão levando ela a tomar outra posição, não somos nós que vamos resolver a vida dela", completou Teresa.

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