Ratinho diz que fica preocupado ao ver homens se beijando: ‘Saiu do mercado’

Apresentador volta a ser alvo de críticas após declarações polêmicas feitas durante programa exibido no SBT

Por Da ISTOÉ Gente


Ratinho durante o programa  Foto: Reprodução/SBT

O apresentador Ratinho voltou a gerar repercussão nas redes sociais após uma declaração feita no ‘Programa do Ratinho‘, exibido na quarta-feira, 6. A fala foi apontada por internautas como homofóbica e rapidamente viralizou no X, antigo Twitter.

Durante a atração, Ratinho comentou: “Quando eu vejo dois homens se beijando, eu fico preocupado. Ele saiu do mercado e tirou mais um”.

Na sequência, o apresentador também criticou a presença de casais LGBTQIA+ em novelas. “É muita novela mostrando homem beijando homem, mulher beijando mulher. Não sei se incentiva isso… no meu tempo, que o negócio funcionava, não tinha muito isso”, afirmou.

As declarações provocaram forte reação nas redes sociais. “Me admira muito o SBT ver isso tudo e não fazer absolutamente nada!”, escreveu um usuário. “Devia ser denunciado por constantes falas homofóbicas, não sei como permitem isso em plena TV aberta”, comentou outro.

Polêmica com Erika Hilton

A nova controvérsia acontece pouco tempo após Ratinho se envolver em outra polêmica, desta vez relacionada à deputada federal Erika Hilton.

Na ocasião, o apresentador questionou a escolha da parlamentar para comandar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados. “Deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo”, disse durante o programa.

Ratinho ainda declarou: “Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Para ser mulher tem que ter útero, menstruar…”.

Após a repercussão, Erika Hilton acionou a Justiça contra o apresentador. A deputada pediu a abertura de um inquérito civil e também entrou com uma ação civil pública solicitando indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti.

Segundo a parlamentar, as falas de Ratinho reforçam discursos excludentes ao associar a identidade feminina apenas à menstruação, maternidade ou presença de útero. Erika afirmou ainda que esse tipo de posicionamento contribui para a marginalização e violência contra pessoas trans.

  

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