Emanuel Santiago Alencar (Bringel) - Prefeito eleito e reeleito - (1997/2000) - tinha uma peculiaridade que poucos políticos têm: era um populista nato e assumido. Ele nunca escondeu o jeito meio debochado e irreverente de fazer política, inclusive nas caminhadas em que nos encontrávamos, ali na praça da Igreja Matriz, poucos dias antes dele seguir para outro plano, ele confessou o que aprontava com eleitores mais fervorosos de Lula Sampaio (inclusive comigo), naquelas campanhas mais acirradas nas disputas eleitorais em Araripina depois daquela emblemática de 1976 – entre Dr. Pedro Batista e Valmir Lacerda que tinha a cobra e o trem como motes de campanhas.
Pela última vez que nos falamos ele estava saindo do Restaurante e Espetinho Sabor da Neta e até brinquei com ele sobre me presentear com aquelas marmitas para um almoço diferente e segui, sendo retrucado por ele que abrindo a porta do velho companheiro vermelho gritou:
- Paixão! Sabia que eu gosto muito de você. Respondi no mesmo tom, porque entre nós, não existiam mais diferenças políticas.
Tudo passou. Ponto.
Interessante destacar que naquela época, o então prefeito Emanuel Santiago Alencar – Bringel (PSB), para construir seis unidades escolares e uma creche, firmou parceria com o Banco do Brasil, assumiu as mensalidades dos alunos filhos da terra que cursavam o curso superior na FAFOPA, aprovou o Plano de Cargos e Carreiras do Magistério. As obras federais como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Estratégias de Saúde da Família (ESF), Quadras Poliespotivas e Escolas Nucleadas eram ainda muito distante de nossa realidade, e, por isso, os serviços de assistência à população precisam ser improvisados em imóveis alocados.
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