População
de Cabrobó (PE) é de 31,762 pessoas, aponta o Censo do IBGE
A
população da cidade de Cabrobó (PE) chegou a 31,762 pessoas no Censo
de 2025, o que representa um aumento de 4,85% em comparação com o Censo de
2022 – que a população era de 30.294 pessoas.
No
ranking de população dos municípios, Cabrobó está:
- na 62ª colocação no estado;
- na 357ª colocação na região
Nordeste;
- e na 1.130ª colocação no
Brasil.
Aspectos
Históricos
Desmembrado
do município de Boa Vista (atual Santa Maria da Boa Vista)
Data
de criação da vila: 13/5/1854 Lei Provincial nº 345
Data
de instalação da vila: 8/11/1854
Data
de criação do município: 11/09/1928 (desmembrado de Belém, atual Belém do
São Francisco)
Data
de instalação: 1.º/1/1929
Data
cívica (aniversário da cidade): 11/09
Segundo relatos de descendentes de primitivos moradores, a região onde se situa o município de Cabrobó era habitada por indígenas conhecidos como Rodelas de Cabrobó. Posteriormente, o Sr. Francisco Dias d’Ávila II, pertencente à dinastia sertanista da Casa da Torre, instalou-se com uma fazenda de criação de gado, havendo registros de sua existência já em 1696. Anos mais tarde, índios Cariris invadiram o local e se apossaram da ilha de Assunção, no rio São Francisco.
Em
1762 foi criada a paróquia, por ato da Mesa de Consciência e Ordens,
sendo o seu primeiro vigário o padre Gonçalo Coelho de Lemos, nomeado
pelo bispo D. Francisco Xavier Aranha, por provisão de 7 de abril de
1762. O distrito de Cabrobó foi criado por Alvará de 14 de novembro de 1786,
pertencendo à freguesia de Santa Maria.
A origem
do topônimo Cabrobó é controversa, existindo várias versões. Mário Melo
afirma provir do cariri caprobó (guerra), enquanto José de Almeida
Maciel registra como “guerra, luta” ou “árvore ou mato de urubus”, além de uma
nova interpretação: “lugar de cobras pretas”. Os dicionários Houaiss e Aurélio
traduzem o termo como “indivíduo paupérrimo”, “de pés no chão”, “à toa” (citado
in Pernambucânia: o que há nos nomes das nossas cidades).
Sebastião de Vasconcelos Galvão afirma que a palavra é de origem indígena, de caa
(árvore ou mato) + orobó (urubu) significando “árvore ou mato de
urubus”. Podendo também provir de capro (negro, escuro) + boi (cobra),
significando “lugar de cobras negras”, dando-se a corruptela de Caproboi para
Cabrobó.
Em 20 de maio de 1833, por Resolução do Conselho do Governo de Pernambuco, foi criado o termo do julgado de Cabrobó, da comarca de Flores, abrangendo as freguesias de Cabrobó, Exu, Assunção e Santa Maria. A povoação de Cabrobó foi elevada à categoria de vila, com a mesma denominação e território desmembrado do de Boa Vista, pela Lei Provincial nº 345, de 13 de maio de 1854. A Câmara foi instalada em 8 de novembro do mesmo ano. A Lei Provincial nº 398, de 4 de abril de 1857, anexou a freguesia de Sagueiro ao termo de Cabrobó.
A
comarca de Cabrobó foi criada pela Lei Provincial nº 520, de 13 de maio de
1862, compreendendo os termos de Cabrobó e Exu. Foi classificada comarca de
primeira entrância pelo Decreto nº 2.966, de 3 de setembro de 1862, tendo
Leocádio de Andrade Pessoa como primeiro juiz de Direito. A Lei Provincial nº
580, de 30 de abril de 1864, elevou a povoação de Salgueiro à categoria de
vila, para onde transferiu a sede da comarca de Cabrobó.
O município foi constituído no dia 7 de janeiro de 1893, adquirindo autonomia legislativa, com base na Constituição Estadual e no art. 2º das disposições gerais da Lei Estadual nº 52 (Lei Orgânica dos Municípios), de 3 de agosto de 1892, promulgada durante o governo de Alexandre José Barbosa Lima. Por força dessa lei, o município foi dividido em dois distritos administrativos e judiciários: freguesia de Cabrobó (1º distrito) e freguesia de Belém (2º distrito, criado pela Lei Municipal n.º 2, de 1.º de dezembro de 1892). O primeiro prefeito foi o tenente-coronel Jerônimo de Carvalho Trapiá. A Lei Estadual nº 252, de 3 de julho de 1897, elevou a vila de Cabrobó à categoria de cidade.
O
distrito de Belém foi elevado à categoria de vila, ainda pertencendo a Cabrobó,
pela Lei Estadual nº 558, de 13 de junho de 1902. A Lei Estadual nº 597, de 7
de maio de 1903, transferiu a sede do município de Cabrobó para a vila de
Belém, a qual foi elevada à categoria de cidade pela mesma lei. Com isso, foi
retirada a autonomia administrativa e judiciária da cidade de Cabrobó,
deixando-a na condição de distrito de Belém. Em face da Lei Estadual nº 991, de
1.º de julho de 1909, Cabrobó, que fora rebaixado a simples povoação, voltou a
ter foros de vila. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o
município é constituído de dois distritos: Cabrobó e Belém de Cabrobó.
O município de Cabrobó, com sede na cidade de Belém, passou a denominar-se Belém de Cabrobó pela Lei Estadual nº 1.641, de 10 de maio de 1924. Foi elevado novamente à categoria de município, desmembrado de Belém, com a denominação de Cabrobó, pela Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928, com sede na cidade de igual nome. Foi instalado em 1º de janeiro de 1929. Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no anexo ao Decreto-lei Estadual nº 235, de 31 de março de 1938, o município aparece constituído pelos distritos de Cabrobó e Orocó (este, criado em 1934), e figura como termo componente da comarca de Salgueiro.
A
comarca de Cabrobó foi restaurada pelo Decreto Estadual nº 472, de 20 de março
de 1940, desanexada da comarca de Salgueiro, sendo reinstalada em 28 de junho
do mesmo ano, pelo juiz Renato Dornelas Câmara. Os limites do município de
Cabrobó com os de Boa Vista (atual Santa Maria da Boa Vista) e Leopoldina
(atual Parnamirim) foram modificados pelo Decreto-lei Estadual nº 505, de 19 de
junho de 1940. A Lei Estadual nº 4.976, de 20 de dezembro de 1963, elevou o
distrito de Orocó à categoria de município, desmembrado de Cabrobó. Em divisão
territorial datada de 1º de janeiro de 1979 o município é constituído apenas
pelo distrito sede, assim permanecendo em divisão de 2005.
Fontes:
Agência
CONDEPE/FIDEM, Calendário Oficial de Datas Históricas dos Municípios de
Pernambuco. Recife: CEHM, 2006. v. 3.
ENCICLOPÉDIA
DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS. Rio de Janeiro: IBGE, 1958. v. 18.
FONSECA,
Homero. Pernambucânia: o que há nos nomes das nossas cidades. Recife:
CEPE, 2009.
GALVÃO,
Sebastião de V. Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de
Pernambuco. Recife: CEPE, 2006. v. 1.
PERNAMBUCO.
Tribunal de Justiça. História das Comarcas Pernambucanas. 2ª Ed. Recife,
2010.
http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/pernambuco/cabrobo.pdf
Fonte: Internet



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