A rua em que eu morava De pedra rocha se via Era como um primeiro andar Até rico me sentia A vista de lá de cima Me faz sorrir com essa rima Mas tanta gente sofria
O ano era 78 A seca braba vivemos Comia de vez em quando O brabo amargo sofremos Arroz feijão e farinha Pouco se via na cozinha Numa panela fervendo
O pão pequeno partido Pra dez irmão o dicomer Uma rapadura moída Pro corpo absolver Uma refeição por dia Talvez fosse a garantia Pra gente sobreviver
Comprar um dente de alho Tudo medido em colher Açúcar, óleo e até sal No papel de pão o café A carne então, nem pensar O queijo nem pra cheirar Mas a vida era de fé
Lá na rua a alegria Mesmo sem tem a bonança Tinha um palco já montado Trabalhando a esperança Uma família, dez irmão Na pobreza do sertão Buscando a perseverança
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Blog do Paixão