Domingo (22/2) ao sair de casa como de costume para comprar alguns itens para preparar o almoço do dia em família, me deparei com a cena que me causou aquela imensa tristeza, não sei se por entender que somos uma cidade atraída por demolir tudo que seja de histórico, acredito que logo em breve o prédio da antiga prefeitura logo será “tombado” e destruído também, para em seu lugar aparecer um empreendimento mais moderno, sofisticado e dentro dos padrões arquitetônicos de um município que não dever preservar obras obsoletas, barrocas, tradicionais e tudo aquilo que escutamos do que é sinônimo atravessado de arcaico.
Aí viajamos para a cidade de Feira Nova, no Agreste de Pernambuco ('Casa de mainha': melhor casa do mundo está no interior de Pernambuco e revela o poder da simplicidade arquitetônica) em que um engenheiro atendeu o pedido de sua mãe, e transformou um projeto que priorizou a história, a economia local e deu sentido as suas raízes. A “Casa de Mainha” ganhou o prêmio de melhor casa do mundo sem alterar muito a sua característica.
O grande exemplo de que as obras podem ser possível preservando grande parte de sua arquitetura, são as obras do O Hospital do Câncer do Sertão do Araripe, que manteve quase que na sua totalidade o tarços arquitetônicos do antigo Hotel Pousada do Ararpe.
Pois é, o prédio antigo da Cooperativa Agropecuária de Araripina, quq ficava ali, quase no final da Rua 11 de Setembro, vizinho aos CORREIOS - foi demolido e quando registrei a cena de causar aquele sentimento de perda para qualquer saudosista apaixonado, os escombros já estavam sendo retirados.
Agora daquele lugar, que pairava tanta história, tanto fato sobrará apenas os registros e os resquícios do um dia aquele lugar tanto foi importante para Araripina, quiça, para toda região e Estado de Pernambuco.
O prédio da Cooperativa foi inaugurado no dia 23 de julho de 1944, com a presença do Secretário de Agricultura, Gercino de Pontes e do Dr. Costa Porto, Diretor do DAC, que escreveram nos jornais de Recife suas impressões sobre a Cooperativa, com lisonjeiras referências á atuação dos araripinenses no movimento cooperativista.
A Cooperativa cresceu, graças ao esforço conjunto de suas administrações e de seus associados, assegurando um franco desenvolvimento ao setor agropecuário da região. Superadas as dificuldades políticas de logo após a redemocratização do país, em 1945, a Cooperativa retomou o seu rumo e hoje é um dos mais respeitados estabelecimentos de assistência ao agricultor de toda a região.
No ano de 1984, a Cooperativa apresentou um faturamento superior a 110 milhões de cruzeiros, com o setor de revenda de insumos e, com a venda de gêneros de primeira necessidade, atingiu o montante de 25 milhões de cruzeiros. Foi firmado um convênio com o Polonordeste, para a comercialização do sorgo e do milho. Propiciou sobras à disposição da Assembleia Geral superior a 18 milhões de cruzeiros e o FATES (Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social) alcançou o montante de 12 milhões de cruzeiros.
A esquerda para a direita: Valdemir Soares, Funcionário do DAC ( Departamento de Assistência às Cooperativas), Suetone Alencar, Costa Porto, Seu Né, Dr. Araújo, Motorista do DAC, Seu Gonzaga.



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