NOTÍCIAS

10/recent/ticker-posts

ANIMAÇÃO ARARIPINA

História da Música: Tocando na Tela

 



Como nasceu do rádio, a TV sempre deu muita importância para a música brasileira e por causa dela experimentou grandes momentos como os festivais

A música na TV nunca mais foi a mesma depois dos efervescentes festivais. O primeiro Festival da Música Popular Brasileira aconteceu na TV Excelsior, em 1965. A ideia já nessa edição, em que Arrastão, com Elis Regina, foi vencedora, era pela primeira vez deixar de lado os compositores tradicionais da música nacional e valorizar os novatos, as correntes modernas que nasciam influenciadas pela Bossa Nova, como o Tropicalismo.

Como o primeiro Festival foi transmitido pela Excelsior e a líder de audiência era a Record, o sucesso não foi muito grande. Só no ano seguinte, em 1966, depois de transferido para emissora número um, ele começou a pegar. Na plateia, os jovens de classe média, a maioria universitários, se dividiram em dois grupos na final — um deles, o que se dizia mais politizado, torcia por Disparada, de Geraldo Vandré e Theo de Barros Filho, e o outro, por A Banda, de Chico Buarque. Deu empate.

Em 1967, o Festival da Record da Música Popular Brasileira alcançou uma audiência de 95% dos televisores ligados. Dois anos mais tarde, foi ao ar sua última edição.

(Legenda da foto inferior): Elis Regina no Festival da Record de 1967: quase 100% de audiência

A combinação entre música e televisão sempre deu samba. Aliás, deu samba e vários outros ritmos e movimentos que fizeram a história da música popular brasileira – de Bossa Nova a Jovem Guarda, de música caipira a rock'n'roll. Assim que a televisão nasceu, quando tudo ainda tinha que ser feito ao vivo e as pessoas mal sabiam o que colocar no ar para ocupar a programação, percebeu-se que levar o que já era sucesso no rádio para a tela podia ser uma ótima saída. E foi. O público, que até então conhecia apenas as vozes de Nélson Gonçalves, Ângela Maria, Elizeth Cardoso e Inezita Barroso, por exemplo, passou a ver suas caras pela televisão.



Legenda da Foto Superior:
Em 1965, Elis Regina e Jair Rodrigues tornaram-se os anfitriões da música na Record

Grandes talentos da MPB

Também em 1965 estreou um programa dedicado à MPB. A ex professora Elis Regina e o ex alfaiate Jair Rodrigues animavam a plateia em O Fino da Bossa, enquanto nomes como Vinícius de Moraes e Tom Jobim apresentavam o que hoje são clássicos da música brasileira.

Elis Regina foi contratada um mês depois de vencer o I Festival da Música Brasileira, na TV Excelsior, defendendo a música Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes. Mas foi com O Fino da Bossa que ela conquistou de vez o público e ganhou o posto de uma das maiores cantoras do Brasil – virou unanimidade. A “pimentinha”, como ficou conhecida, ainda apresentou O Fino 67 (1967), Elis Especial (1968) e Elis Studio (1968), na Record, e Som Livre Exportação (1971) e Elis Especial (1971), na Globo.

O FINO DA BOSSA

No final dos anos 70, a atriz Sandra Bréa (que morreu de Aids em maio deste ano) e o apresentador Luís Carlos Miéle lideravam um dos programas de maior audiência na televisão. Os dois cantavam, dançavam e contavam piadas – mas boa parte do sucesso, principalmente entre o público masculino, era mesmo as formas esculturais de Sandra Bréa.



Rodapé:
SANDRA & MIÉLE Contigo! 47

Postar um comentário

0 Comentários

Ad Code

Responsive Advertisement