Araripina: De Distrito à Vila a cidade criou sua própria identidade


Araripina ganhou autonomia política e de cidade com cordão umbilical ainda ligado a freguesia de Ouricuri, precisando que alguém cortasse aquele vínculo que não fazia aquela Vila andar com suas pernas para avançar e crescer. Isso aconteceu e aqui, mostramos registros importantes de como progredimos.

A Lei Orgânica dos Municípios, nº 52, de 03 de agosto de 1892, deu autonomia política a Ouricuri e São Gonçalo figurar na sua formação administrativa como Distrito, porque era um povoado que ficava distante da sede. Já não se falava mais na Fazenda São Gonçalo.

DE DISTRITO À VILA – Novamente a distância da sede do Município favorece São Gonçalo. É que a Lei Estadual nº 991, de 1º de julho de 1909, que tratou da divisão administrativa do Estado, deu a categoria de vila a todos os distritos municipais, que constituíssem povoações distintas da sede do município a que pertencesse (art. 3º, § 4º).

Nessa época, São Gonçalo, além da igrejinha e do cemitério, contava com as seguintes casas: a de dona Joaninha, onde hoje é a casa da viúva de Alexandre Alencar (D. Sinhá); a de Sizenando, ao lado da casa de seu Dino; a de Antônio Argentino, onde é a casa de Nilo Arraes, todas na atual rua Joaquim José Modesto; um outro no local onde é hoje a Fábrica Oriente (nela, por muitos anos morou Luiz Barbeiro); a casa do Cel. Pedro Cícero, onde foi edificada a igreja nova; na atual Rua José Barreto de Souza Sombra (Antiga Rua Nunes Machado), existiam as seguintes casas: a de João Pedro da Silva, onde é a Cearense; a de Roldão Coelho, duas de Joana Lavor Papagaio, a; na atual Rua Cel. Antônio Modesto, existiam de Galdino Pires, onde tem início a Rua Sete de Setembro, a de Manoel Mestre, a de Antônio Paixão, a de Miguel Coelho, a de D. Mariquinha, onde é a Câmara Municipal, e, mais para baixo, a de Antônio Pires de Holanda, construída em alvenaria e na frente, a casa de João Rodrigues Nogueira, descendente de Daniel Rodrigues; na atual Rua Cel. Antônio Modesto, existiam 3 casas: a do próprio Coronel, onde é o hotel, a de Antônio Dias, onde é a casa de seu Joaquim Alexandre Arraes, ficavam a casa de Elias Gomes, duas de Antônio da Penha, duas de Ângelo Dias, uma de Idalina da Penha, uma outra bastante deteriorada e, finalmente, a casa de Galdino Caboclo, posteriormente adquirida por Senhor do Sauhém; onde é a Praça Frei Ibiapina, por trás da igrejinha, ficava a casa de Joaquim Menino (onde é a casa de seu Arraes), ao lado, de D. Raimundinha; a casa de Manoel Antônio ficava na atual rua D. Vital e a casa de Trajano, onde é o prédio da Cooperativa; no local da Cadeia, era a casa de Vicente Menino.

Além dessas casas, havia a Casa da Feira, galpão construído em frente à igrejinha, em torno do qual foram sendo edificados quartos, para os estabelecimentos de casas de comércio, bodegas, cafés e lojas, formando o centro comercial, que por muitos anos, foi conhecido simplesmente como O Mercado.

Mantido texto original do Livro - Araripina, História, Fatos & Reminiscências de Francisco Muniz Arraes













Fotos: Acervo Blog


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