Araripina precisa ainda mais de um salto promissor, voos altos,
credibilidade cada dia em evidência e gestões que pensem nela não como um arrimo
para enriquecimento rápido e imoral, mas com vantagens que podem mover a vontade
empreendedora do seu povo.
No mês maio de
1871, por ali passava o Pe. Ibiapina,
procedente do Piauí, onde, em Picos, construíra uma igreja e um cemitério. O
Pe. Ibiapina se destinava aos sertões de Pernambuco. Resolveu edificar na Fazenda
São Gonçalo uma capela e um cemitério. A capela foi inaugurada
provavelmente no dia 08 de dezembro daquele ano, pois lhe foi dado o
patrocínio de Nossa Senhora da Conceição,
que ainda hoje é a padroeira da Paróquia.
A construção das casas nas cercanias da capela deu lugar ao
surgimento do povoado e para lá acorriam pessoas e famílias das mais diversas
providências. O Pe. Francisco Pedro da Silva, de Ouricuri, duas
ou três vezes por ano, vinha celebrar missa na capela e administrar os
sacramentos, acontecimento sempre muito concorrido. No ano de 1882, ali era
batizado Procópio José Modesto, 11º
filho do Cel. Victor José Modesto, morador
na Fazenda Alagoinha, nas proximidades do Povoado.
Ao redor da Fazenda São
Gonçalo, a esse tempo já muito habitada, existiam outras fazendas e sítios,
mas foi São Gonçalo a que mais prosperou. A Fazenda Morais, de grande
extensão, era ocupada por mais de cinco dezenas de possuidores; a Olho D’Água era a mais populosa, mais
de cem pessoas habitavam suas terras; nas proximidades da atual Rancharia,
ficavam as Fazendas dos Gregórios e
Alegre; Alto Alegre e Mulungu, nas proximidades de Lagoa do Barro; as Fazendas Conceição, Flamengo, Santa Cruz e
São Pedro se extremavam com as terras da Fazenda São Gonçalo.
Muitos outros sítios menores integravam a Fazenda São Gonçalo.
Nazaré, que pertenceu a José Rodrigues Nogueira, José Capitão,
descendente de Daniel Rodrigues; ao atual Zé
Martins, que foi de Raimundo Bom e
de José Martins de Alencar, este proprietário das terras de Sahuém; São Francisco, de Valdevino
Cesar; Boca da Mara, Bolandeira e Lambedor, que pertenceram a José Pedro da
Silva; Cavalete, de Francisco do
Carmo, Torre, de Umbelino Gomes;
Canastra, de Leopoldo Cirilo; Jardim, de Adrião Claro; Massapê, da Família de Fausto França e de José Mariano; Gameleira,
de Antonio Lacerda Paixão; Caldeirão,
adquirida por João Jacó; Iracema, de
Francisco Pedro da Rocha; Baixio,
de Antônio e Honório Martins; São Paulo,
da família de Ângelo Dias; Altamira, de Euclides Benício; Inácio, de Faustino e João Guardião; Minador, da Família Coelho; Saúna, de José Marins e Antônio Praxedes; Alagoinha,
da família de Vítor José Modesto e de Alexandre Arraes; Ventania, de Pedro Barros; Patos, de
João Gonçalves; Campina, de Abílio José
Modesto; Caroá e Teju, dos filhos de
Vítor Modesto e outros.
No último decênio do século passado, por causa da construção da capela, a migração para a Fazenda São Gonçalo foi muito grande e já era um povoado de umas vintes e poucas casas, com uma população de aproximadamente 300 pessoas.


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