30 ANOS DE TELEVISÃO NO BRASIL: O PODER ELETRÔNICO




Seis anos depois de instalada a televisão no Brasil, Abelardo Barbosa, o que sempre está com tudo e nunca está prosa, já estava nela. Agora, 25 anos depois de ter enfrentado as câmaras pela primeira vez, ele superlota o ginásio do Ibirapuera (30.000 pessoas), em São Paulo.

Quando Frei José Mojica entoou as primeiras notas, inaugurando a televisão no Brasil, menos de 500 pessoas assistiam ao canal pioneiro, a TV Tupi de São Paulo. Três décadas depois, Chacrinha reunia 30 mil pessoas para festejar, num superauditório, os seus 25 anos de tevê. Os dramas dos gêmeos João Vítor e Quinzinho, na novela Baila Comigo, já tinham emocionado uma plateia calculada em 55 milhões e 600 mil brasileiros. Assim, aos 31 anos de idade, a nossa televisão atinge hoje — amanhã deverá ser mais — a 80% das famílias na região urbana do país e chega praticamente a 58% dos lares, vivendo os primeiros anos de sua maturidade profissional, informando, entretanto, e, na medida do possível, educando.

O início da televisão no Brasil foi uma fase de improvisações e tentativas, em busca de um know-how próprio, uma linguagem específica e um caminho a ser trilhado. No final do ano de inauguração (1950), o número de aparelhos receptores no país era pouco superior a dois mil, todos concentrados em São Paulo. No entanto, com a chegada da Tupi do Rio, no ano seguinte, este número passou a sete mil, divididos entre as duas cidades. Foi nessa época que se iniciou a fabricação de aparelhos no Brasil e as vendas duplicaram a cada ano, chegando aos 85 mil em 1955. Em 1960 já eram 200 mil. E 10 anos mais tarde eram vendidos 816 mil aparelhos. Em 1971, às vésperas do lançamento da tevê a cores, as vendas já totalizavam quase 1 milhão de aparelhos.

Seis anos depois de instalada a televisão no Brasil, Abelardo Barbosa, o que sempre está com tudo e nunca está prosa, já estava nela. Agora, 25 anos depois de ter enfrentado as câmaras pela primeira vez, ele superlota o ginásio do Ibirapuera (30.000 pessoas), em São Paulo.

Manchete Reportagem de Lúcia Leme 
















Revista Manchete


Postar um comentário

Blog do Paixão

Postagem Anterior Próxima Postagem

SEU ANÚNCIO AQUI!

SEU ANÚNCIO AQUI!