Araripina: Como eram disputadas às partidas de futebol


Repetir as histórias extraordinárias do futebol amador de Araripina e narrado por quem entende e vivenciou, - é simplesmente emocionante.

Relembrar faz parte dos fatos históricos e principalmente para que não esqueçamos de “bater aquela bola” para também replicar nas cabeças de quem cuida do esporte, especialmente do futebol, paixão dos brasileiros como arte intrínseca, para quem sabe criar um museu com nossos desportistas em um espaço que já existe, e foi por um bom tempo palco do nosso principal clube, o Bode do Araripe: o Chapadão do Araripe. E também, óbvio, incentivar o esporte amador para que tenhamos de volta aqueles tempos áureos em que assistir a uma partida de futebol era promessa cumprida aos domingos.

Às partidas de futebol eram acertadas por viajantes via telegrama ou correios com muita antecedência. Seu João Lira, Pedro Bandeira, o pessoal dos hotéis da cidade. Naquela época o campo de futebol era totalmente aberto e contava com a colaboração pecuniárias dos comerciantes, os próprios jogadores faziam “vaquinha”. O campo de futebol como bem lembrou, ainda não era o “Dozão” e ficava ali hoje onde está instalado o Restaurante Maria de Ló. Pegava parte da Escola Independência e uma parte da residência de Dr. José Alencar, em frente ao Laboratório de Dr. Barreto.

O professor e historiador Araújo Souza,  conta que quando chegou à Araripina em 1970, egresso do Crato-CE, tinha apenas 8 anos, o estádio de futebol da cidade já era o “Dozão”, onde ficam hoje as instalações do Sesc Ler. Lembrou que o Dozão era cercado de aveloz (Euphorbia tirucalli L.) usada como cerca-viva no estádio araripinense. Lembrou ainda, que viu jogando Dudé, Ediglê, Gilson, Zezé e muitos outros atletas araripinenses que tinham condições de ser grandes jogadores profissionais. 

Falou que👉Zezé (filho de Pedro Bandeira e Gildete Tiburtino) ainda fez testes no Caiano de Petrolina em 1993. O nome de Chicão, Bita (centroavante) e o irmão Deir (In memoriam) excepcional zagueiro foram citados como memoráveis atletas que fizeram arte no futebol, mesmo em um campo ruim, cheio de pedras literalmente.

Araújo disse que um time com a composição que Araripina tinha, com um técnico profissional, um preparador de goleiro e um preparador físico, não precisava trazer gente de fora.






👉Zezé é sobrinho de uma das lendas do futebol amador: Gilson Tiburtino, irmão de D. Gildete. veja história 👇

Leia sobre Gilson Tiburtino: 
História de Araripina: Quem era o dono dessas chuteiras?

Fonte: Programa Debate Geral com Roberto Gonçalves

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