Júri Popular de Vitória de Santo Antão fixou penas de 19 e 17 anos de prisão. Crime foi motivado por desentendimento iniciado nas redes sociais, segundo a investigação
Adelmo
Lucena
Maryane Izabelle da Silva Santos foi morta em Vitória de Santo Antão com um golpe de faca (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O Tribunal
do Júri de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco,
condenou na sexta-feira (10) Thaíssa da Silva Maximiano, conhecida como
"Boneca do Mal", e Larissa, conhecida como "Gatinha do
Mal", pelo assassinato de Maryane Izabelle da Silva Santos, de 22 anos.
O
crime ocorreu em 8 de junho de 2025 e, segundo a Polícia Civil, teve origem em
um desentendimento iniciado nas redes sociais. Thaíssa foi sentenciada a 19
anos de prisão, enquanto Larissa recebeu pena de 17 anos de reclusão. Ambas
respondiam por homicídio qualificado.
Durante
o julgamento, a defesa sustentou que não havia provas materiais suficientes
para comprovar a autoria do crime. Os advogados alegaram que a investigação não
reuniu elementos capazes de responsabilizar as acusadas e defenderam que os
depoimentos colhidos ao longo do processo, por si só, não justificariam uma
condenação.
Após
os debates entre acusação e defesa, no entanto, o Conselho de Sentença acolheu
a tese apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e decidiu pela
condenação dos dois réus.
Discussão
terminou em morte
De
acordo com a investigação da Polícia Civil, Mariane Isabelle e Thaíssa eram
amigas desde a infância. A relação teria se deteriorado após trocas de
acusações e publicações em redes sociais.
No
dia do crime, a vítima foi até a residência de Thaíssa para tirar satisfações
sobre uma postagem. No local, também estava Larissa. Conforme a denúncia do
Ministério Público, durante a discussão Larissa entregou uma faca a Thaíssa,
que desferiu um golpe nas costas de Mariane.
A
jovem chegou a ser socorrida pelo ex-companheiro e levada ao Hospital João
Murilo de Oliveira, em Vitória de Santo Antão, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante
o julgamento, o Ministério Público defendeu que ambas atuaram para o homicídio,
ainda que apenas uma delas tenha desferido o golpe.
Segundo
a acusação, a participação de Larissa consistiu em fornecer a faca utilizada no
crime e impedir a intervenção do ex-companheiro da vítima durante a briga. O
MPPE sustentou que todos aqueles que contribuem para a prática do delito
respondem pelo crime na medida de sua participação.
Após
o homicídio, Thaíssa foi presa em flagrante. Em depoimento, atribuiu a autoria
do crime a Larissa. Presa no dia seguinte, ela também negou responsabilidade e
afirmou que o golpe teria sido desferido pela amiga.
As
duas permaneceram presas preventivamente desde junho de 2025 até o julgamento
realizado nesta sexta-feira.
Fórum de Vitória de Santo Antão (Foto: Reprodução/Google Street View)


