Das veredas estreitas e íngremes de uma vila ainda pacata e bucólica, agrária e campestre, com casas de taipas sem nenhuma infraestrutura decente, ainda entranhada na costela de Ouricuri, Araripina completa neste ano, 98 anos sendo a cidade mais importante do Sertão do Araripe. Sem nenhuma representação política quando se emancipou, Araripina é via de encontro de grandes lideranças que com sua força já conseguiu chegar até o comando do Palácio do Campo das Princesas, através de seu filho mais ilustre: José Muniz Ramos.
DESTAQUE DOS ASPECTOS URBANOS
Nas duas primeiras décadas do século, São Gonçalo levava a vida pacata e tranquila de uma pequena comunidade encravada nos rincões do sertão. Distante dos centros mais adiantados, sem meios de comunicação, seus moradores, preocupados com a agricultura e a criação de gado, não tinham um estímulo para o progresso e para o desenvolvimento. O arruado, com suas casas de taipa, compostas da sala da frente, corredor, quartos, sala de jantar, cozinha e a sentina lá no fundo do quintal, não tinha organização urbana. Sem calçadas, com grandes espaços entre as casas e na frente e atrás destas. A comunicação entre uma e outra se fazia por veredas. Eram as casas do tipo de moradia rural. Piso de barro batido ou de ladrilhos, aquelas poucas que se contavam nos dedos de uma mão construídas de alvenaria.
AS VIAS DE ACESSO À VILA
As vias de acesso à Vila, que distava 10 léguas de Ouricuri, eram as veredas estreitas, tortuosas e, às vezes, íngremes. O meio de transporte era o animal, cavalo, burro ou jumento. As comunicações escritas faziam-se por mensageiros, que varavam distâncias, muitas vezes a pé. Nem se ouvia falar em rádio. As notícias chegavam raramente pelo jornal, depois de muitos dias.
Fonte: Livro Araripina, História, Fatos & Reminiscências
Página: Ex-alunos do Educandário São Gonçalo - Araripina/PE
Fotos acervo: Professoras Cleivan Alencar











