Velório
acontece no domingo (5), das 8h às 13h, na Assembleia Legislativa de
Pernambuco, e enterro ocorre em Paulista. Governo do estado decretou luto de
três dias.
Por g1
Pernambuco
Deputado estadual Waldemar Borges e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Luciana Santos — Foto: Reprodução/Instagram
O
deputado estadual Waldemar Borges (PSB) morreu, neste sábado (4),
no Recife, aos 67 anos, em decorrência de um câncer. Ele era marido da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações do
Brasil, Luciana Santos, que confirmou a morte, em nota. O governo de Pernambuco
decretou luto oficial de três dias em reconhecimento à dedicação do parlamentar
ao estado (confira notas de pesar mais abaixo).
Eleito
pela primeira vez em 2011, Waldemar Borges foi reeleito por mais três mandatos
consecutivos (relembre
a trajetória política dele mais abaixo). Conhecido como Wal por
familiares e amigos, ele estava de licença de seis meses para tratamento da
doença, e o suplente, Cayo Albino (PSB), vinha exercendo o mandato na Alepe
desde junho.
Desde
o início de julho, Waldemar estava internado na Unidade de Terapia Intensiva
(UTI) do Hospital Memorial Star, no Recife. O velório acontece no domingo (5),
das 8h às 13h, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no bairro da Boa Vista,
no Centro da cidade. O enterro ocorre em seguida, no Cemitério Morada da Paz,
em Paulista, no Grande Recife.
O
parlamentar deixou três filhos: Waldemar, Mariana e Luan. Em nota, eles e
Luciana Santos expressaram "profunda dor e saudade", além de afirmar
que:
- ele era " uma das
figuras mais íntegras, coerentes e dedicadas da história política recente
de Pernambuco";
- deixou "uma lacuna
irreparável na vida pública e, acima de tudo, no seio" da família;
- "dedicou toda a sua
vida a uma trajetória marcada pela coerência, correção, firmeza,
compromisso social e, acima de tudo, por uma imensa capacidade de
diálogo";
- "seus quase 40 anos de
trajetória pública, dos quais 32 exercendo mandatos conferidos pelo povo,
foram desempenhados com reconhecida decência";
- isso o consolidou como
"um dos melhores representantes da boa política — aquela elevada,
transformadora e voltada para a coletividade. A política como ela deve
ser";
- Waldemar foi um "homem
público exemplar, [...] marido e pai amoroso, cuja generosidade e retidão
continuam a ser o nosso orgulho e o nosso maior norte";
- "sua história e seu legado permanecem vivos em nossos corações e como um farol para as próximas gerações".
Deputado estadual Waldemar Borges (PSB) — Foto: Reprodução/WhatsApp
Trajetória
política
Nascido
em 10 de julho de 1958, Waldemar Borges iniciou a vida política na
reorganização da juventude partidária e foi eleito vereador da capital
pernambucana por quatro mandatos consecutivos: em 1988, 1992, 1996 e 2000.
Entre 2003 e 2004, ele também presidiu a Câmara Municipal do Recife.
Antes
de chegar ao primeiro mandato, Waldemar Borges ocupou cargos no governo
estadual. Foi diretor de Pesquisa e Ação Social da Secretaria de Trabalho e
Ação Social de Pernambuco e secretário-adjunto de Trabalho em 1986, no governo
de Miguel Arraes.
Confira
outros destaques da trajetória política de Waldemar Borges:
- Após ser eleito vereador,
participou da Constituinte Municipal de 1990, com atuação voltada à
ampliação de instrumentos de participação e controle social na gestão
pública;
- Em 1995, voltou a integrar
a gestão de Miguel Arraes como secretário de Projetos Especiais;
- Em 2001, assumiu a
Secretaria de Desenvolvimento Econômico da prefeitura do Recife;
- Em 2005, presidiu a Empresa
de Processamento de Dados do Recife (Emprel);
- No governo de Eduardo
Campos, foi secretário de Articulação Social entre 2007 e 2010,
coordenando a Câmara de Prevenção Social do Pacto pela Vida e o Conselho
Estadual de Desenvolvimento Social;
- Em 16 anos na Alepe, foi
líder dos governos Eduardo Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara, além de
presidir comissões de Educação e Cultura, Constituição, Administração
Pública, Legislação e Justiça.
Luto
e pesar
Além
de decretar luto oficial de três dias no estado, a governadora de
Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), lamentou a morte do
deputado e disse que recebeu a notícia com pesar. Em nota, ela ressaltou que
foram colegas na Alepe e tiveram um convívio marcado pelo respeito e amor a
Pernambuco.
"Que Deus console o coração da sua esposa, a ministra Luciana Santos, seus filhos, inúmeros amigos, seu time e todos os pernambucanos que lamentam sua partida", afirmou Raquel Lyra.
Presidente
nacional do PSB, João Campos contou que recebeu "com enorme
tristeza a notícia do falecimento do amigo" e que teve "a
oportunidade de conhecer seu caráter, sua generosidade, sua lealdade e seu
profundo compromisso com Pernambuco". O ex-prefeito do Recife também
declarou que "Waldemar foi um homem público que honrou a política com
seriedade, ética e espírito público".
Em
nota, disse, ainda, que Waldemar "enxergou seus mandatos como instrumento
para melhorar a vida das pessoas, especialmente das que mais precisavam",
deixando um "exemplo de dedicação, coerência e compromisso que seguirá
inspirando todos aqueles que acreditam na boa política". Além de
transmitir solidariedade à família, desejou que "as lembranças, os
ensinamentos e o legado de Waldemar sejam fonte de conforto e esperança para
todos que tiveram o privilégio de conviver com ele".
O presidente
estadual do PSB, Sileno Guedes, disse que Waldemar foi um "homem
público com uma trajetória de compromisso com Pernambuco" e teve "uma
vida marcada pela dedicação, seriedade e respeito ao diálogo democrático,
deixando uma contribuição inestimável para a política".
O
deputado estadual também afirmou que Waldemar "fará falta por muitas
razões, entre elas seu trato sempre amistoso, seu trabalho propositivo em favor
do povo pernambucano e sua reconhecida capacidade de diálogo, atributos tão
necessários em tempos de tanta dissonância na política". Além disso,
contou que o "PSB chora essa grande perda e se solidariza com os
familiares, amigos, correligionários e todos os pernambucanos e pernambucanas
impactados pelo legado de Waldemar".
Em
nota assinada pelo presidente da Alepe, Álvaro Porto, a Assembleia
decretou luto oficial de cinco dias e afirmou que tanto a instituição quanto
Pernambuco perderam "um deputado cuja trajetória foi marcada pela
decência, gentileza, disponibilidade para o diálogo e defesa coerente e sempre
muito bem fundamentada das suas convicções". Também afirmou que Waldemar
"deixa saudade, mas também um legado de comprometimento com a vida
pública".
Ainda
no texto, declarou que "Waldemar deixa também uma lacuna no coração de
quem conviveu com ele e pode desfrutar da sua cordialidade e boa prosa e ouvir
dele opiniões e análises invariavelmente equilibradas sobre temas relacionados
à Assembleia, a Pernambuco e ao país". Ao fim, disse que a "Alepe
está órfã e de luto pela partida de um dos seus mais brilhantes
integrantes", além de externar sentimentos e solidariedade à família do
deputado.
Além
de decretar luto de três dias, a Câmara Municipal do Recife afirmou
que, nos cinco mandatos como vereador, Waldemar "deixou marcas profundas
na cidade, sendo reconhecido pela coerência e compromisso com o trabalho
parlamentar". A Casa de José Mariano também prestou "condolências à
família e aos inúmeros amigos, neste momento de pesar e profunda dor".
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB) declarou que a partida de Waldemar "é uma grande perda para as causas populares e para a política feita com diálogo e responsabilidade". Além disso, expressou solidariedade à família do deputado estadual.


