Maria Corina convoca venezuelanos e pede que “fiquem prontos”
Líder da oposição afirma que plano para a “nova Venezuela” será colocado em prática e mobiliza população dentro e fora do país.
Valentina Moreira / Metrópoles
Líder da oposição ao governo de Nicolás Maduro, Maria Corina Machado comemorou a ação do governo dos Estados Unidos na Venezuela neste sábado (3/1) e convocou a população a “ficar pronta” para “colocar em prática” um plano que, segundo ela, será divulgado em breve.
Em nota publicada em suas redes sociais, Maria Corina também mobilizou os venezuelanos que vivem no exterior, pedindo que se comprometam com a “grande operação de construção da nova Venezuela” e atuem junto a governos e cidadãos de outros países.
Vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Maria Corina Machado está com o paradeiro desconhecido e levou ao menos seis horas para se manifestar publicamente sobre o conflito após a ação dos EUA.
Leia o texto na íntegra:
Venezuelanos,
Chegou a HORA DA LIBERDADE!
Nicolás Maduro passa a enfrentar, a partir de hoje, a Justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas outras nações. Diante de sua recusa em aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriu sua promessa de fazer valer a lei.
Chegou a hora de a Soberania Popular e a Soberania Nacional prevalecerem em nosso país. Vamos restabelecer a ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossos filhos de volta para casa.
Lutamos por anos, entregamos tudo o que tínhamos, e valeu a pena. O que tinha que acontecer está acontecendo.
Esta é a hora dos cidadãos. Daqueles que arriscaram tudo pela democracia em 28 de julho. Daqueles que escolheram Edmundo González Urrutia como legítimo presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como comandante em chefe da Força Armada Nacional por todos os oficiais e soldados que a integram.
Hoje estamos preparados para fazer valer nosso mandato e tomar o poder. Permaneçamos vigilantes, ativos e organizados até que se concretize a Transição Democrática. Uma transição que precisa de TODOS nós.
Aos venezuelanos que estão dentro do nosso país, estejam prontos para colocar em prática o que em breve comunicaremos por meio de nossos canais oficiais.
Aos venezuelanos que estão no exterior, precisamos que estejam mobilizados, acionando governos e cidadãos do mundo e comprometendo-os, desde já, com a grande operação de construção da nova Venezuela.
Nestas horas decisivas, recebam toda a minha força, minha confiança e meu carinho. Seguimos todos alertas e em contato.
A VENEZUELA SERÁ LIVRE!
Vamos de mãos dadas com Deus, até o fim.
María Corina Machado
03 de janeiro de 2026
“Nunca mais seremos colônia”, diz vice de Maduro após ataque dos EUA
Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos após uma operação militar contra a Venezuela neste sábado
Junio Silva
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país não se renderá aos Estados Unidos, apesar da operação militar que culminou na captura de Nicolás Maduro. A manifestação aconteceu neste sábado (3/1).
“Estamos prontos para defender a Venezuela e os nossos recursos nacionais e energéticos”, disse Delcy durante reunião no Conselho de Defesa do país, em Caracas.
Em meio a incertezas sobre o futuro político do país — do qual Donald Trump já anunciou que os Estados Unidos vão assumir o comando até a transição —, Delcy afirmou que “só existe um presidente neste país [Venezuela], e seu nome é Nicolás Maduro Moros”.
De acordo política de 56 anos de idade, a operação dos EUA em território venezuelano busca uma “mudança de regime” no país, cujo objetivo seria “se apoderarem de nossos recursos energéticos, minerais e naturais”.
“O que se passou foi uma barbárie. Se há algo que o povo venezuelano e este país têm certeza, é que nunca mais seremos escravos. Nunca mais seremos colônia de qualquer império”, declarou.
Por isso, Delcy afirmou que todo o poder nacional da Venezuela foi acionado, com o objetivo de defende a soberania nacional.
Mesmo com o tom duro das declarações, a vice-presidente venezuelana afirmou que o país está disposto a “relações de respeito”, baseadas na “legalidade internacional”.
“É a única coisa que aceitaremos como relacionamento depois de ter atentado e agredido militarmente a nossa amada nação”, destacou Rodríguez.
Segundo o presidente dos EUA, a vice de Maduro está trabalhando com Washington após Maduro ser retirado do poder. Até o momento, contudo, ainda não está claro quais negociações estão em curso.
Mais cedo, Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela de forma interina até uma transição política no país. Além disso, o líder norte-americano declarou que Washington vai se envolver fortemente com o petróleo venezuelano.petro
Após ser capturado por militares norte-americanos, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão sendo encaminhados para os EUA. Lá, os dois devem ser julgados por crimes ligados ao tráfico de drogas — cujas provas da real ligação ainda não foram divulgadas por Washington.










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