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ANIMAÇÃO ARARIPINA

Bandeira de Pernambuco: símbolo de resistência, identidade e orgulho do povo pernambucano

Criada durante a Revolução de 1817, a bandeira carrega uma história de resistência e reforça a identidade cultural do povo pernambucano

Por Anaís Coelho


Há mais de duzentos anos, Pernambuco já se pensava como espaço plural, mestiço, constituído na diversidade - Divulgação

É muito comum ver pernambucanos carregando a imagem ou as cores da bandeira de Pernambuco consigo, seja em vestimentas, acessórios, fantasias e até em tatuagens. Essa representação vai muito além de apenas um símbolo oficial, é a marca histórica de resistência e identidade.

“Vestir uma peça que carrega a nossa bandeira estampada no peito, é uma armadura de identidade, que faz com que a história não fique esquecida e a cada dia seja lembrada como força de um povo guerreiro que é o pernambucano”, afirma Raphael Freitas, do ateliê Rafretá.

O que muita gente não sabe é que a história da bandeira está diretamente ligada ao feriado da Data Magna, celebrado nesta sexta-feira (6), que marca a independência do estado por 75 dias.

História da bandeira

Durante a Revolução Pernambucana de 1817, líderes civis, militares e religiosos enfrentaram diretamente o domínio português, tomaram o controle do governo provincial e instalaram uma república que funcionou por 75 dias.

Após a independência do estado, foi criada a bandeira de Pernambuco pelo padre João Ribeiro. Porém ela só foi oficializada 100 anos depois, em 1917, com o Decreto n° 459, sancionado pelo governador Manuel Borba.

Mesmo derrotada depois pela repressão portuguesa, a revolução deixou um legado poderoso: provou que Pernambuco podia se autogovernar. Esse episódio consolidou um sentimento de resistência e tornou a bandeira uma marca de orgulho e identidade.

"A gente vai tendo uma série de embates em Pernambuco que vão moldando a história e a identificação de um povo. Então, enquanto outros locais também tiveram vários tipos de embates, aqui a gente tinha a nossa forma de entender o que era ser de Pernambuco”, explica o Mestre em Ciências Sociais, Antônio Marques.

Em 2020, o governo do estado sancionou uma lei que impede a alteração no seu design original. Segundo o professor Arthur Lira, o decreto celebrou o bicentenário da revolução e foi essencial na preservação desse símbolo.

"O decreto foi motivado pela comemoração do bicentenário da revolução, em 2017, mas a partir desse momento gerou todo um sentimento de construção dessa identidade. Então, a normatização é um processo importante de preservação deste símbolo tão importante do nosso estado."

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