Estudo
analisou critérios como segurança, saneamento, saúde, educação e acesso a
oportunidades para medir a qualidade de vida da população
Diario
de Pernambuco
Santa Filomena, no Sertão do Araripe. Foto: Reprodução
O Índice
de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20),
revelou quais são as cidades pernambucanas com os piores indicadores de
qualidade de vida no estado. O levantamento considera critérios sociais e
ambientais para avaliar o bem-estar da população nos 5.570 municípios brasileiros,
sem incluir dados econômicos como o Produto Interno Bruto (PIB).
Entre
as dez cidades de Pernambuco com menor pontuação no ranking, Carnaubeira
da Penha aparece na última colocação estadual, com índice de 48,79. Em
seguida estão Paranatama, com 50,49, e Casinhas, que registrou 52,29 pontos.
Também
figuram entre os municípios com piores resultados Santa Filomena
(53,46), Bodocó (53,48), Buíque (53,63), Santa Cruz (53,67),
Santa Maria do Cambucá (53,94), Afrânio (54,56) e Maraial, que teve a mesma
pontuação.
O
IPS Brasil utiliza 57 indicadores para medir aspectos ligados à qualidade de
vida da população. Os dados são divididos em três áreas: Necessidades Humanas
Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. Entre os critérios
analisados estão acesso ao saneamento, cobertura vacinal, expectativa de vida,
segurança pública, inclusão social, educação superior, acesso à internet e
preservação ambiental.
Segundo
o estudo, os menores índices do país continuam concentrados principalmente em
municípios das regiões Norte e Nordeste, refletindo desigualdades históricas
relacionadas à infraestrutura urbana, acesso a serviços públicos e
oportunidades sociais.
O
levantamento também mostrou que Recife perdeu posições entre as capitais
brasileiras. A capital pernambucana passou a ocupar o 23º lugar entre as 27
capitais do País, ficando entre os piores desempenhos nacionais no quesito
qualidade de vida.
No
cenário estadual, Pernambuco aparece na 16ª colocação entre os estados
brasileiros avaliados pelo IPS 2026. Já entre os municípios pernambucanos com
melhor desempenho, Fernando de Noronha lidera o ranking estadual.
As
10 cidades pernambucanas com pior qualidade de vida, segundo o IPS Brasil 2026:
- 1. Carnaubeira da Penha -
48,79
- 2. Paranatama - 50,49
- 3. Casinhas - 52,29
- 4. Santa Filomena -
53,46
- 5. Bodocó - 53,48
- 6. Buíque - 53,63
- 7. Santa Cruz - 53,67
- 8. Santa Maria do Cambucá -
53,94
- 9. Afrânio - 54,56
- 10. Maraial - 54,56
As
10 cidades pernambucanas com melhor qualidade de vida, segundo o IPS Brasil
2026:
- 1. Fernando de Noronha -
71,75
- 2. Belo Jardim - 65,57
- 3. Santa Cruz do Capibaribe
- 64,61
- 4. Paulista - 64,25
- 5. Petrolina - 63,93
- 6. Caruaru - 63,87
- 7. Surubim - 63,86
- 8. Sairé - 63,84
- 9. Serra Talhada - 63,67
- 10. Itacuruba - 63,54
IPS
Brasil 2026: Recife aparece entre as cinco piores capitais em qualidade de
vida; interior de PE concentra índices críticos
Pesquisa
avalia indicadores sociais e ambientais ligados à segurança, saúde, educação,
inclusão social e acesso a oportunidades
Por Eduardo
Scofi / JC
Recife aparece entre as capitais com pior qualidade de vida do país no IPS 2026 - Eduardo Scofi/JC
O
Recife aparece entre as capitais brasileiras com pior qualidade de vida no
Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. A capital pernambucana ocupa
a 23ª posição entre as 27 capitais do país, com pontuação de
63,22 – avaliação é feita de 0 a 100.
No
ranking nacional, Recife ficou à frente apenas de Salvador, Maceió, Macapá e
Porto Velho. Já os melhores resultados ficaram com Curitiba, Brasília e São
Paulo.
Recife
aparece entre as cinco capitais com pior desempenho no IPS 2026
Capital pernambucana ocupa a 23ª posição entre as 27 capitais brasileiras no IPS - Reprodução
Os
grupos representam faixas de desempenho social criadas pelo IPS para
classificar os municípios brasileiros conforme a pontuação obtida no índice. A
escala vai do Grupo 1, que reúne os melhores resultados de qualidade de vida do
país, até o Grupo 9, com os indicadores mais críticos.
Índice
mede qualidade de vida além da renda
Diferentemente
de indicadores econômicos tradicionais, o IPS busca medir condições
sociais e ambientais percebidas diretamente pela população. O estudo
utiliza 57 indicadores distribuídos em três grandes dimensões:
- necessidades humanas
básicas;
- fundamentos do bem-estar;
- oportunidades.
Entre
os critérios avaliados estão acesso à saúde, saneamento, moradia,
internet, expectativa de vida, violência, inclusão social, direitos individuais
e acesso ao ensino superior.
Segurança
e desigualdade seguem entre os principais desafios
O
eixo “Oportunidades” aparece como o principal gargalo nacional. A
dimensão reúne fatores ligados à inclusão social, liberdade individual, acesso
à educação superior e possibilidades de desenvolvimento, áreas diretamente
impactadas pela desigualdade social.
A
segurança pública também permanece entre os fatores que mais pressionam o
desempenho das capitais brasileiras, especialmente no litoral nordestino, onde
os índices de violência urbana seguem elevados. Nesse grupo, o IPS considera
indicadores como homicídios, assassinatos de jovens, violência contra mulheres
e mortes no trânsito.
Recife
fica atrás de outras capitais nordestinas
O
ranking evidencia diferenças importantes dentro do próprio Nordeste. João
Pessoa foi a capital nordestina mais bem colocada, ocupando a 9ª posição
nacional, com 67,73 pontos. Natal apareceu em 12º lugar, enquanto Aracaju ficou
na 14ª colocação, todas com desempenho superior ao Recife.
O
contraste chama atenção porque as capitais nordestinas compartilham desafios
históricos semelhantes, ligados à desigualdade social, violência urbana e
dificuldades estruturais em serviços públicos. Ainda assim, algumas cidades
conseguiram avançar mais em indicadores diretamente relacionados à qualidade de
vida e ao acesso a oportunidades.
Interior
pernambucano registra índices ainda mais baixos
As
diferenças aparecem também dentro de Pernambuco. Municípios do interior registraram
desempenho inferior ao da capital pernambucana. Carnaubeira da Penha
alcançou 48,79 pontos, enquanto Paranatama obteve 50,49.
Municípios
com índices mais baixos costumam enfrentar limitações estruturais em áreas como
saúde, educação, saneamento e acesso a serviços públicos, além de dificuldades
relacionadas à distância de grandes centros urbanos.
Municípios
pernambucanos com melhor desempenho no IPS 2026
Fernando de Noronha lidera o ranking estadual de qualidade de vida em Pernambuco - Reprodução
A
Prefeitura do Recife foi procurada, mas ainda não respondeu até a publicação
desta matéria.




