As posses de terras da Fazenda São Gonçalo não foram conseguidas assim tão pacificamente


Rua do Comércio no centro da cidade de Araripina

Em um dos trechos do livro – Araripina – História, Fatos e Reminiscências, de Francisco Muniz Arraes, ele trata dos registros de terras da Fazenda São Gonçalo, que foram obtidas de maneira obscura, e que não havia tanta harmonia para conseguir essa posse desses territórios. Esse dilema beneficiou mais na frente muita gente que conseguiu tanto politicamente, como economicamente se transformar nas grandes famílias tradicionais de Araripina, principalmente, por grandes posses de terras no município sob o poder de poucos.

Uma dúvida sobre a propriedade da Fazenda São Gonçalo surge dos registros feitos por José Severo Granja de dois pedaços de terra. Fez o registro por si e como procurador bastante dos herdeiros.

Era uma porção de terra “nos fins da ribeira, denominada São Pedro e que são terra que “sobram da venda feita do lugar denominado São Gonçalo cujas terras ditas nessa freguesia de São Sebastião da Villa de Ouricury Província de Pernambuco.

Em outro registro, o mesmo José Severo Granja refere-se a um resto de terra sobrada da venda que fez no denominado de Fazenda São Gonçalo, no Riacho São Pedro, com três léguas de comprimento de nascente a poente e uma légua de sul a norte.

O cuidado desse cidadão em se referir aos títulos que tinha em seu poder, deixa entender que não era pacífica a posse das terras da Fazenda São Gonçalo e da Fazenda Flamengo. Com efeito, quando d. Theotônia Leite Teixeira - deu a registro as fazendas Flamengo e Santa Cruz, que se extremavam, ao nascente com as Fazenda Morais e São Pedro, ao sul, com a Fazenda Ponta da Serra, ao poente e norte com a Serra do Araripe, declarou que adquirira essa Fazendas “do finado Visconde de Parnaíba, Manoel de Souza Martins”.

Pelos limites dados por d. Theotônia, a Fazenda São Gonçalo estava incluída em seus domínios. D. Theotônia e o seu marido Manoel Felix Monteiro eram senhores e possuidores de muitas terras na freguesia de Ouricuri. Foram proprietários do Sítio Várzea Nova, mas próximo à Fazenda Ouricuri, que vendeu ao Pe. Francisco Antônio da Cunha. Por troca com Manoel Félix Monteiro e sua mulher Theotônia Leite Monteiro, João Francisco Regis e sua mulher Ana Izidória de Souza possuíram terras na Fazenda Espírito Santo (Hoje, Trindade).

Ainda por troca com Manoel Félix Monteiro, Amaro Pereira de Melo e sua mulher Maria Raimunda do Amor Divino possuíam terras na Fazenda Gameleira; o mesmo ocorrendo com Eugênio Lopes Ribeiro, na Fazenda Espírito Santo, e Francisco Gonçalves Bezerra e sua mulher Cipriana Gomes de Oliveira, também na Fazenda Espírito Santo. 










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