Araripina: Uma miscigenação que evoluiu com os seus primeiros habitantes e posseiros de terras


As imagens que ilustram essa pauta, que marca um momento histórico de Araripina, e depois contaremos em detalhes essa importante passagem principalmente para a comunidade católica do município, traçam um perfil da nossa miscigenação advinda dos primeiros habitantes e posseiros da Fazenda São Gonçalo.

Por isso, seguimos nas trilhas dos primeiros proprietários de Araripina e damos continuidade aos fatos fidedignos do livro de Francisco Muniz Arraes – Araripina, História, Fatos & Reminiscências – com os fragmentos dessas transformações que culminou com a emancipação política que em 2028 completará 100 anos.

Sabe-se que o avô do Visconde, Valério Coelho Rodrigues, estabelecido na Fazenda Paulista (hoje, Paulistana – PI), era proprietário de vastas terras, que se estendiam de sua fazenda Paulista, na direção do norte, até muitas léguas na frente, alcançando as hoje cidades de Padre Marcos e Jaicós, ambas no Piauí. É provável que o Visconde tivesse a faixa de terra, do lado de Pernambuco, na divisa deste Estado com o Piauí, pela Chapada do Araripe, como de seus domínios hereditários. Na área do atual município de Araripina, incluíam-se as terras das principais fazendas da época: Olho d’Água, Espírito Santo, Flamengo, Santa Cruz e São Gonçalo. Ou teria Visconde praticado ato de grilagem nas terras de Bernardo Ribeiro Granja?

Seja como for, a Fazenda São Gonçalo foi adquirida por Manoel Félix Monteiro do Visconde de Parnaíba.

Conta-se que houve um desentendimento entre o casal Manoel e Theotônia, tendo aquele regressado para sua terra natal, na Parnaíba, ficando a administração de suas terras com d. Theotônia, coadjuvada pelos seus filhos Manoel Leite Monteiro e João Teixeira Leite.

É ainda a tradição oral que dá notícia de que as terras da Fazenda São Gonçalo foram vendidas ao cearense Daniel Rodrigues Nogueira, que aí se estabeleceu, explorando a atividade agropastoril. Localizadas nas encostas da Chapada do Araripe, eram as terras da Fazenda férteis e bem se prestavam para o criatório de gado.

A história continua...

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Fotos de Sebastião Fotográfico (in memoriam) e Dativo Feitosa

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