Segundo
a investigação, Hércules da Costa Siqueira, conhecido como 'Golias', é o
suspeito que seguia na garupa da motocicleta que acompanhava o policial militar
no momento do atentado, no último sábado (27), em São Caetano do Sul, no ABC
Paulista.
Por Sabina
Simonato, TV Globo — São Paulo
Hércules da Costa Siqueira, conhecido como "Golias", de 45 anos, é apontado pela Polícia Civil como o suspeito que seguia na garupa da motocicleta que acompanhava o policial militar Ronickson Pimentel dos Santos, no momento do atentado, no último sábado (27), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. — Foto: Reprodução/Polícia Civil
A
Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira (3) a prisão
temporária de Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos, apontado pela Polícia
Civil como o suspeito de atirar contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos
Santos, no último sábado (27), em São Caetano do Sul, no ABC
Paulista. A decisão também autorizou buscas em endereços ligados ao investigado
e a quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos de suspeitos envolvidos
no caso.
Segundo
a investigação, Hércules, conhecido como "Golias", é o homem que
estava na garupa da motocicleta que acompanhava o policial militar no momento
do atentado. Ele já havia sido identificado pela Polícia Civil na última
terça-feira (1º), após investigadores apreenderem o carro utilizado na fuga dos
criminosos. O suspeito possui antecedentes criminais por roubos e homicídio.
A
decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo após pedido da
Polícia Civil apresentado nesta quinta-fe ra(2). O magistrado determinou a
prisão temporária de Hércules por 30 dias, considerando a gravidade do caso e a
necessidade de preservar as investigações.
De
acordo com a decisão judicial, as investigações apontam que o atentado contra o
oficial da Rota foi executado por uma organização criminosa com funções
previamente divididas e que a vítima teria sido monitorada antes do crime,
ocorrido em São Caetano do Sul.
Além
da prisão temporária, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e
apreensão em imóveis ligados ao investigado para localizar armas, aparelhos
eletrônicos e outros elementos que possam auxiliar na investigação. O
magistrado também determinou a quebra dos sigilos telefônico e telemático de
diversos investigados, com o objetivo de reconstruir deslocamentos e
comunicações dos envolvidos.
Na
decisão, a Justiça afirma que as medidas são necessárias para garantir a
preservação de provas e evitar que os investigados interfiram na colheita de
depoimentos. A ordem judicial também ressalta a gravidade da apuração por
tentativa de homicídio qualificado e autoriza o uso de força policial em caso
de resistência ao cumprimento dos mandados.
O
policial permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André,
na Grande São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia na cabeça logo após o
atentado.
Ainda
no fim de semana, dois suspeitos foram presos por participação no
crime. Segundo a polícia, um deles confessou envolvimento no ataque.
Segundo
a investigação, o tenente estava parado com a motocicleta em um semáforo, em
São Caetano do Sul, quando dois homens em uma moto se aproximaram e efetuaram
os disparos. O homem identificado seria o garupa da moto.
Um
capacete e luvas foram apreendidos pela polícia, que aguarda investigação de
DNA para tentar identificar outros participantes.
O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos e a esposa, Cintia Pimentel — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Estado
de saúde do tenente
Segundo
o último boletim médico divulgado pela Rota, o tenente segue internado na
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mário Covas e "apresentou
resposta satisfatória às medidas adotadas pela equipe médica".
Entre
as evoluções positivas estão a redução da necessidade de medicação para suporte
da pressão arterial e a boa resposta ao tratamento neurológico.
O
oficial permanece sem febre e com os demais órgãos funcionando adequadamente. A
equipe médica dará continuidade à redução da sedação e realizará uma nova
tomografia nesta quarta-feira (1º)", informou o comunicado oficial.
Segundo
a Rota, o tenente apresenta sinais de melhora e deve passar por novos exames
nesta quarta-feira (1º).
Evolução
do quadro clínico
Nesta
terça-feira (30), a família informou que ele apresentou resposta neurológica
positiva, se recuperando da cirurgia na cabeça realizada logo após o atentado.
O
tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos permanece internado na Unidade de
Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas. Segundo o boletim
médico mais recente, divulgado pelo comando da Rota, o policial está em estado
gravíssimo, mas estável.
De
acordo com o boletim, o oficial permanece estável do ponto de vista
hemodinâmico, com apoio de medicamentos para garantir a adequada irrigação
cerebral.
Ele
segue sedado, sob monitoramento neurológico contínuo, e recebe alimentação por
sonda.
Ainda
segundo a equipe médica, os exames realizados ao longo do dia apontaram um
quadro compatível com a gravidade do caso, com os ajustes clínicos habituais
para pacientes nessa condição. Os demais sistemas do organismo apresentam
funcionamento adequado.
Os
médicos afirmam que a evolução é lenta, mas dentro do esperado para a gravidade
do trauma, sem complicações consideradas preocupantes até o momento. O caso
continua sendo acompanhado de forma contínua, com reavaliações diárias em
conjunto com a equipe de Neurocirurgia.
Em
comunicado publicado nas redes sociais no domingo (28), a família informou que
Ronickson apresentou "resposta neurológica positiva" e evolução
clínica satisfatória, apesar da gravidade do quadro.
O
tenente é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos pelo
ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008.
O cárcere privado da adolescente durou cerca de 100 horas e foi acompanhado em tempo real por emissoras de televisão, tornando-se um dos casos criminais de maior repercussão do país.


