Emissora
faz parte do Grupo JCPM, liderado pelo empresário João Carlos Paes Mendonça, e
é líder nos horários de rádio all news e esportes.
Por Fernando
Castilho
O presidente Dutra na Inauguração da Rádio Jornal no Recife - Arquivo Radio Jornal
A
Rádio Jornal é uma companheira de seus ouvintes. Ajuda nos momentos de
dificuldade com a prestação de serviços, diverte nas horas de tristeza com
músicas e entretenimento, informa nos momentos sérios, com inúmeros programas
voltados ao acompanhamento das notícias policiais e esportivas. Eis o segredo
para 62 anos de uma marca de histórias e sucesso.
Liderança
absoluta de audiência há mais de 15 anos. Não poderia ter um slogan diferente. “Pernambuco
falando para o mundo”, literalmente. A importância da rádio pode ser
percebida logo na sua estreia.
Em
4 de julho de 1948, lá estava o então presidente Eurico Gaspar Dutra
para dar início às transmissões. A Rádio Jornal foi fruto de um investimento de
Cr$ 36,1 milhões do empresário F. Pessoa de Queiroz – o que hoje daria algo em
torno de R$ 13,5 milhões.
O
programa Protofonia foi ao ar quando o relógio marcava meio-dia e já podia ser
ouvido em todo o planeta. Tudo graças aos oito transmissores de ondas médias,
curtas e frequência intermediária que cobriam o Brasil e outros continentes.
Para garantir a audiência internacional, a locutora canadense Dra. Janet Slater
Swaton, falava com sotaque britânico o "Pernambuco speaking to the
world" ao apresentar o "Brazil Calling", para um público que
estava distante.
“Hoje,
com a Internet, conseguimos, novamente, chegar a todos os cantos do mundo.
Sempre com o cuidado de pautar um conteúdo dirigido ao ouvinte. É dessa relação
que é feita nossa marca”, complementa o diretor-executivo do SJCC, Laurindo
Ferreira.
Os
anos iniciais da vida da Rádio Jornal eram de glamour. Programas de auditório,
radionovelas (sucessos como A Grande Redenção, O Direito de Nascer;
Jerônimo, o Herói do Sertão e A Eterna Presença do Pecado) e noticiários
faziam da emissora a “Broadway do Nordeste”, segundo alguns artistas.
Os
corredores eram abarrotados de atores e atrizes de Pernambuco e de fora. Esses
eram hospedados na própria rádio, em apartamentos especiais do prédio de cinco
andares com piso em mármore, night club e restaurantes.
Na
programação dos primeiros anos, havia também blocos dedicados às músicas
românticas e às modinhas. Os programas tinham nomes sugestivos como Acalantos:
Músicas Leves e Suaves, que Levam ao Repouso.
Nomes
consagrados da música passaram pela rádio, como o maestro Villa-Lobos. Os
equipamentos eram importados da Inglaterra, fornecidos pela Marconi’s Wireless
Telegraph Company. Os transmissores eram operados por dois engenheiros, um da
própria empresa e outro da BBC de Londres.
Os
primeiros acordes da vinheta de abertura do Repórter Esso faziam com que as
pessoas corressem para perto do rádio. Nasceu daí a inspiração para as grandes
coberturas jornalísticas da Rádio Jornal.
Em 2002, transmitindo cada detalhe das eleições que terminaram com Luís Inácio Lula da Silva presidente. Em 1997, o destaque foi a cobertura da morte de Frei Damião. Toda a equipe da rádio, inclusive repórteres esportivos, acompanhou a doença, morte, velório, sepultamento e reação dos fiéis do frei.

