Pedidos
protocolados no INPI contemplam o abacaxi de Pombos, o mel do Sertão do Araripe
e os cafés de Triunfo e de Taquaritinga do Norte
O mapa das Indicações Geográficas (IGs) de Pernambuco está mais perto de ganhar novos representantes. Neste mês de julho, o Sebrae/PE e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) formalizaram, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), os pedidos de reconhecimento para o Abacaxi de Pombos, o mel do Sertão do Araripe e os cafés de Triunfo e de Taquaritinga do Norte. Além destes, outros três pedidos já foram protocolados.
Com
o protocolo, esses produtos avançam para uma das etapas mais importantes da
obtenção do registro, que reconhece a reputação, a qualidade e as
características vinculadas ao território de origem. Nessa fase, o INPI realiza
o exame técnico da documentação apresentada e verifica o cumprimento dos
requisitos necessários para a concessão da IG. A expectativa é que a análise
seja concluída em até 18 meses.
“O processo de obtenção de uma Indicação Geográfica gera benefícios que vão muito além da valorização da diversidade e da identidade do nosso estado. Ele mobiliza produtores, organiza a cadeia, define padrões de qualidade e fortalece os territórios. Como resultado, os pequenos negócios ganham mais competitividade e ampliam suas oportunidades de mercado”,
- afirma
o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra.
"Estamos
muito felizes em contribuir para ampliar a competitividade dos pequenos
produtores, abrir novas oportunidades de mercado e promover o desenvolvimento
sustentável das regiões, transformando potencial local em reconhecimento
nacional e internacional. Cada nova Indicação Geográfica representa o
reconhecimento da força dos nossos territórios e da qualidade dos produtos
pernambucanos. Esse é um trabalho construído em parceria entre a Adepe, o
Governo de Pernambuco e o Sebrae, que fortalece cadeias produtivas e impulsiona
o desenvolvimento econômico regional com base na nossa identidade e na nossa
tradição.", detalha Roberta Andrade, diretora-presidente interina da
Adepe.
CONSTRUÇÃO COLETIVA
Os
quatro pedidos protocolados dão sequência ao trabalho desenvolvido pelo
Sebrae/PE e pela Adepe para ampliar o número de IGs no estado. Antes deles, em
junho, já haviam sido submetidos os pedidos referentes ao artesanato em barro
do Alto do Moura, ao artesanato em madeira de Sertânia e à renda renascença de
Poção. Ao todo, 16 produtos tipicamente pernambucanos participam da estratégia
de estruturação de Indicações Geográficas desenvolvida pelas instituições.
O
trabalho inclui a organização das governanças territoriais, a constituição das
entidades representativas e a elaboração de documentos técnicos, como o Caderno
de Especificações Técnicas, que estabelece as características do produto, os
padrões de qualidade e as regras que preservam seu modo tradicional de
produção.
FOTOS: Divulgação



