Estratégia
é para que o prefeito fique à vontade na escolha do 2º nome à Casa Alta:
"Vou praticar a arte de ouvir"
Por Betânia
Santana / Folha de Pernambuco
Candidato ao governo João Campos (PSB) e o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), durante a convenção do PSB - Foto: Edson Holanda/Divulgação
Na
primeira visita de João Campos (PSB) a Araripina na condição de pré-candidato
ao governo de Pernambuco, o prefeito do município sertanejo, Evilásio Mateus
(PDT), vai recebê-lo nesta sexta-feira (7) com seu grupo político e um desafio:
escolher quem será o seu segundo candidato ao Senado.
Aliado
do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), Evilásio condicionava
o apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) à escolha do líder do UB para a chapa
majoritária.
Com
a quebra de expectativa e, segundo o prefeito, a falta de diálogo da
governadora - que senão teria comunicado a decisão a Miguel - o
ex-prefeito liberou sua base de aliados.
Para
a primeira vaga ao Senado, Evilásio Mateus já confirmou voto em Eduardo da
Fonte (PP), mesmo o deputado federal estando na chapa de Raquel Lyra. A decisão
atende a um compromisso com vereadores do PP que integram a base do prefeito na
Câmara Municipal.
João
Campos chega a Araripina sem os candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e
Marília Arraes (PDT) para deixar o gestor livre em sua escolha para o segundo
nome à Casa Alta. A cidade foi uma das primeiras que ele visitou no início da
pré-campánha, em abril.
"Eu pensava que a situação já estaria resolvida, mas agora vou precisar praticar muito a arte de ouvir e conversar antes de tomar a decisão", declarou o prefeito, que no último sábado (1º), na convenção do PSB, afirmou estar "abrindo as porteiras" ao reforçar aliança com João Campos.
Ao
avaliar o cenário do Senado, Evilásio Mateus projeta uma disputa afunilada
entre Humberto Costa, Mendonça Filho e Eduardo da Fonte.
Agenda
e simbolismo
Durante o dia no Sertão, João Campos dá entrevista à rádio local e grava
imagens para o guia eleitoral em obras marcantes da gestão de seu pai, Eduardo
Campos, como a escola técnica, o acesso asfáltico ao distrito de Rancharia e o
anel viário de oito quilômetros.
À
noite, o ato político com o candidato a governador ocorre na casa do
ex-prefeito Bringel, local carregado de simbolismo político:.
Foi lá que Eduardo Campos esteve no passado para negociar a candidatura de Bringel a deputado estadual e, mais recentemente, onde o grupo político definiu a candidatura de Evilásio Mateus à prefeitura.

