RETRATOS DE ARARIPINA: QUEM LEMBRA DA OLARIA DE ANTÔNIO ARRUDA JACÓ


Olaria de Antônio Arruda Jacó (foto)

Os retratos da História de Araripina, sempre traz uma cena emblemática que marcou época, foi e ainda continua sendo, lembranças de família e de laços que nunca deixaram de existir.

O presente de um registro histórico e que contribui ainda mais para as nossas dissertações e reminiscências de nossa querida terrinha, é sempre bem-vindo e como fato, resgate aquilo que talvez exista ainda em algum ponto distante do município funcionando, seguindo uma cartilha hereditária da nossa própria identidade cultural, a exemplo dos fornos feitos com os próprios tijolos para literalmente cozinhar e deixar prontos para construção civil.

As olarias, foram por muito tempo o abastecimento dessa atividade, que com o passar dos anos foram sendo substituídas por processos e materiais diferentes como o bloco de cerâmica, feitos de argila e que são cozidos em altas temperaturas.

O processo é quase o mesmo.

E todo o ensaio feito acima¸ é para lembrar de uma Olaria que ficava ali nas proximidades do Supermercado Pajeú, de propriedade de Antônio Arruda Jacó, pai do nosso amigo e colaborador Jacó Saraiva e que nos enviou esse registro especial.

A Olaria de Seu Antônio utilizava a fôrma de madeira que colocava no chão, adicionava o barro dentro do instrumento, passava uma régua e colocava pra secar em um processo manual.

O passo seguinte era colocar numa caieira – forno feita com os próprios tijolos - e deixava cozinhar até o ponto de esfriar e depois organizar em fileiras que muitas vezes de “milheiros”.

Era processo muito artesanal que ainda pode-se encontrar raramente.




Olaria desativada em Araripina. Foto: Arquivo Blog

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