Diferença
entre governadora e ex-prefeito da cidade foi de pouco mais de 30 mil votos
Por
Blog da Folha
Raquel Lyra em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM - Arthur Botelho/Folha de Pernambuco
Vencedora
na maioria das cidades da Região Metropolitana do Recife, a governadora
reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) admitiu que o resultado da sua
candidatura no Recife surpreendeu. Na disputa pelo governo do estado deste ano,
a gestora enfrentou o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), que foi
reeleito em 2024 com mais de 70% dos votos.
Contudo,
a diferença entre a governadora do PSD e o socialista foi de pouco mais de 30
mil votos. João Campos venceu a disputa pelo governo do estado no Recife
contra Raquel Lyra, mas teve uma queda de 251.727 na sua votação em relação ao
pleito de 2024. A diferença entre os candidatos, inclusive, chegou a
surpreender tanto a Frente Popular quanto a coligação Pernambuco de
Coração.
A
governadora teve 437.301 votos na Capital (46,07%) contra 473.994 (49,94%)
de João Campos, uma diferença de 36.693 votos em colégio eleitoral estratégico.
O
resultado, segundo a gestora, surpreendeu porque não estava posto nas pesquisas
eleitorais. “Não apresentava isso (a baixa diferença entre sua candidatura e
de João Campos), mas o voto vem”, admitiu.
Segundo
a gestora, a aprovação do seu governo era mais de 70% o que dava confiança de
que a campanha estava “no caminho certo”.
Em
relação às pesquisas, a pessedista aponta que elas são um importante balizador
para o governo compreender as demandas da população, mas que seu mandato não se
pauta exclusivamente por elas.
A gestora pondera que seus projetos eleitorais desafiam as pesquisas desde que se candidatou a prefeitura de Caruaru pela primeira vez em 2016. “As pesquisas muitas vezes não indicam quem vai ganhar a eleição nem quando fui eleita prefeita de Caruaru”, ressaltou.
Raquel
Lyra afirma melhora do Sassepe durante sua gestão
Governadora
disse que recebeu o sistema com R$ 350 milhões débito
Por
Yuri Costa
A
governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou ter feito melhorias no
Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco
(Sassepe). Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, nesta quarta-feira (14), a
gestora comparou o sistema antes e durante sua gestão.
"Pegamos ele (o Sassepe) com R$ 350 milhões de débito, pagava de seis em seis meses e pagava na mais alta tarifa para os prestadores de serviço, que nenhum plano de saúde no Brasil paga. Tem uma tabela que é regulamentada pela Agência Nacional de Regulação de Serviços de Saúde. E essa tabela, se eu for pra qualquer plano de saúde privado, ele paga pela média os procedimentos. A gente pagava pela alta. E a gente não tinha dinheiro para isso, o estado pagava R$ 13 milhões ou 15 tinha um déficit mensal", disse.
Ainda
na entrevista, Raquel elencou quais melhorias conseguiu promover no Sassepe.
"A gente ajustou a tabela das alíquotas, preservou aqueles que ganham menos e botou mais R$ 15 milhões do estado por mês. Estamos reformando o hospital, ampliando serviços e abrindo credenciamentos. Todo prestador de serviço do Sassepe hoje sabe que recebe em dia, que não precisa pedir favor a ninguém pra receber", pontuou.

