Em tempos de disputa eleitoral acirrada que acontece tanto no campo nacional e estadual, os municípios são protagonistas, pois, são eles o termômetro que garante como podem se comportar as urnas nos resultados que logo depois de realizadas as apurações neste domingo, dia 4 de outubro, dá o tom para as eleições municipais de 2028.
Claro que não vamos entrar na seara de quem é quem nessa disputa de forças em Araripina, porque o nosso intuito nesse perfil que busca resgatar e retratar as reminiscências de um município que tem sido protagonista e decisivo nessa engrenagem política, é contar os fatos, a história de forma imparcial.
É que os dois registros que hoje (3/10) vamos presentear os nossos leitores e seguidores são cenários que retratam muito bem esses enfrentamentos políticos paroquiais e/ou bairristas.
A antiga Câmara Municipal (prédio também da antiga prefeitura) que fica na também antiga Rua Nunes Machado, atual Rua José Barreto de Souza Sombra, esquina com a antiga Rua Deodoro da Fonseca, atual Henrique Alves Batista, aparece imponente, delineado em sua originalidade no estilo colonial, com casas do lado esquerdo que seguem os mesmos traços, que pertenciam a Raimundo Chorão – marceneiro que construía caixões de madeiras que eram encomendados pela prefeitura, a de Chico de Juvenal, que depois se transformaria no bar da sinuca, local de encontro de uma seletivo grupo que gostava de cerveja gelada e jogos de bilhar e uma terceira casa que não conseguimos identificar o proprietário.
Do outro lado direito, um ponto comercial que provavelmente pertencia também a Chico de Juvenal e ficou para o herdeiro Junior, que sempre seguiu os passos do pai como comerciante.
Nos corrijam por favor, se alguma informação não condiz com a verdade. Buscamos apenas dissertar sobre fatos que tivemos conhecimento, não aprofundado, mas com conversas com moradores mais antigos.
O outro registro é do nosso Paço Municipal Francisco da Rosa Muniz, que também majestoso, ainda apresenta as características originais, com proteção de grades de ferro baixas circulando toda a sua estrutura, os janelões tipo basculante (esquadrias basculantes) e a frente toda arborizada com uma espécie de barreira verde, oxigenando o ambiente.
O prédio da Prefeitura de Araripina, consta como uma das principais obras de Sebastião Batista Lima (Sebasto) – prefeito por duas vezes de Araripina (1963-1968 / 1973-1977).
Fotos cedidas por Valéria Bandeira do acervo da professora Jacilde Bandeira
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