A
morte dos dois ocorreu na quarta (3/6) e é investigada pela Delegacia de
Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)
Mirelle
Pinheiro
Reprodução
Condenado
a 35 anos de prisão pelo assassinato de uma enteada em 2009, Ivano Vaz
Cunha, de 49 anos, estava em regime aberto e utilizava tornozeleira
eletrônica quando morreu carbonizado ao lado de outra enteada, a estudante de
direito Laiane Cardoso Noleto, de 19, em Araguaína, no norte do
Tocantins. Ela foi sepultada na quinta-feira (4/6).
A
morte dos dois ocorreu na quarta (3/6) e é investigada pela Delegacia de
Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo
a Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido uma explosão antes do
incêndio. Os corpos foram encontrados dentro de um quarto da residência. As
vítimas estavam sem roupa na parte inferior do corpo, e um galão com vestígios
de gasolina foi localizado no imóvel.
Documentos
revelados pela TV Anhanguera mostram que Ivano foi condenado pelo homicídio de
uma jovem que também era sua enteada. Apesar da pena de 35 anos em regime
fechado, ele progrediu no sistema prisional e, desde 2024, era monitorado por
tornozeleira eletrônica.
Em
nota, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou
que o monitoramento do condenado ocorria por determinação do Poder Judiciário.
Segundo a pasta, Ivano havia obtido autorização judicial para exercer trabalho
externo no setor de vendas, o que permitia deslocamentos por todo o estado.
A
secretaria afirmou ainda que o condenado tinha como obrigação recolher-se à
residência durante o período noturno e comunicar previamente viagens para
outros estados. A Seciju ressaltou que eventuais violações registradas pelo
sistema de monitoramento eletrônico eram verificadas pela Polícia Penal e
imediatamente comunicadas à Justiça.
O
órgão destacou que não possui competência para determinar o retorno de um preso
ao regime fechado ou revogar benefícios concedidos durante a execução penal.
Segundo a pasta, essas decisões cabem exclusivamente aos juízes responsáveis
pela execução da pena.
Até
o momento, a Polícia Civil afirma que a investigação ainda está em fase inicial
e que não há elementos técnicos suficientes para confirmar qualquer linha de
apuração.
Laudos periciais e exames realizados pelo Instituto Médico Legal deverão auxiliar os investigadores a esclarecer o que aconteceu dentro da residência.
