Crime
aconteceu em abril de 2025, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes,
no Grande Recife. PM recebeu liberdade provisória no mesmo dia em que foi preso
em flagrante.
Por g1
Pernambuco
Amanda Carolina Pacheco Pereira foi morta por policial militar em Jaboatão — Foto: Reprodução/Instagram
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NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO
O
policial militar Leonardo Vieira Gomes foi expulso da PM por matar sua
ficante. O crime aconteceu em abril de 2025, no bairro de Piedade,
em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife (veja
vídeo acima). A vítima foi a comerciante e estudante de gastronomia Amanda
Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos.
Leonardo
Vieira foi preso em flagrante em 12 de abril de 2025, mas recebeu
liberdade provisória no mesmo dia. A decisão da expulsão do policial,
assinada pelo secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho,
foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (9).
A
expulsão do policial aconteceu mais de um ano após o crime. Na decisão, a
Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) afirmou que:
- um "Processo
Administrativo Disciplinar Militar foi instaurado com a finalidade de
apurar as acusações";
- as evidências do
feminicídio são "robustas";
- "o militar evadiu-se
do local sem prestar socorro e alterou dolosamente a cena do crime,
posicionando sua pistola pessoal na mão da vítima com o intuito de simular
um suicídio e induzir a erro os peritos e as autoridades da Polícia
Civil";
- as atitudes do servidor são
"inaceitáveis para um agente garantidor da legalidade e revelando-se
condutas gravíssimas e incompatíveis com a função policial militar";
- a sua exclusão foi a bem de
disciplina.
O g1 tenta
contato com a defesa do ex-PM, mas não recebeu retorno até a última atualização
desta reportagem. Também não foi confirmado se Leonardo Vieira continua em
liberdade ou foi preso novamente.
Relembre
o caso
- O policial militar Leonardo
Vieira Gomes, na época com 40 anos, foi preso em flagrante por matar a
companheira em abril de 2025;
- Ele e a vítima, Amanda
Carolina Pacheco, de 34 anos, estavam bebendo juntos na casa da madrinha
da mulher, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes;
- A madrinha da vítima estava
dormindo quando escutou um tiro;
- Ao chegar no cômodo, ela
encontrou a afilhada morta com a arma na mão, e Leonardo havia fugido;
- Outro parente da vítima
contou que, momentos antes do disparo, o casal estava "bebendo, rindo
e conversando";
- Segundo a Polícia
Militar, Leonardo se apresentou na Delegacia de Prazeres, em Jaboatão,
onde foi preso em flagrante;
- No mesmo dia, em 12 de
abril de 2025, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) concedeu
liberdade provisória ao criminoso;
- A decisão apontou que,
apesar da violência do ato, "não há indicativos" de que a
liberdade do policial pode prejudicar o processo, como risco de fuga, pois
ele tem residência fixa e era policial militar da ativa;
- As medidas cautelares aplicadas foram comparecer mensalmente em Juízo para informar e justificar atividades, não mudar de residência ou se ausentar da Comarca onde reside por mais de oito dias sem prévia comunicação à autoridade processante, manter atividade lícita (estudo e trabalho) e manter atualizado seu número de celular.

