As fotos
que usamos para destacar a sequencia da História de Araripina que é uma
continuação do Livro de Francisco Muniz Arraes, é apenas para mostrar a nossa
veia cristã desde quando a Vila São Gonçalo foi fundada e atualmente com a
chegada de outras vertentes religiosas na cidade, a fé, a devoção e a
manifestação religiosa expandiu-se com o crescimento de outras doutrinas. Isso é tema para outras dissertações.
A vida religiosa da Vila limitava-se à prática de orações na Capela,
terços e novenas. Até 1910, ano de seu falecimento “Seu Vigário” – Pe.
Francisco Pedro da Silva, de Ouricuri, visitava São Gonçalo três ou quatro
vezes por ano. Vinha celebrar missa, fazer batizados, casamentos e confessar.
Após o seu falecimento, a cura da Capela de São Gonçalo ficou com Pe. Sizenando Parente de Sá Barreto,
que manteve a mesma assistência religiosa de seu antecessor. A estada do Padre
na Vila era uma festa. O povo tomava conhecimento da visita do padre com muita
antecedência e vinha gente de muitas léguas de distância para assistir os
atos religiosos ou para comerciar. Totonho Cícero era quem se encarregava
de anunciar a boa nova e faturava um dinheirinho vendendo o pano para a roupa
da festa.
Aos sábados, reuniam-se pela manhã,
algumas piedosas mulheres e uns poucos homens, para cantarem o Ofício de Nossa
Senhora. À noite, era rezado o terço. Havia também o costume de se fazerem
orações coletivas em casa, geralmente para pagar promessas.
No ano de 1920, Chico
Cícero e Joaquim Modesto procederam uma reforma
na Capela, ampliando-a, na largura e cumprimento, para 45 e 100 palmos
respectivamente. A obra consumiu a importância de dois contos e quatrocentos
mil réis, segundo o depoimento de Chico Cícero.
Do Livro: Araripina, História, Fatos e Reminiscência de Francisco Muniz Arraes










