Coletivo
formado por Elenilda Amaral, Erivoneide Amaral, Dayane da Rocha Lira, Thaynnara
Queiroz, Francisca Araújo e Milene Augusto, todas pajeuzeiras. Projeto tem
produção de Taciana Enes e Coordenação de Luna Vitrolira
Crédito: Taciana Enes
Você pode ajudar a Poesia do Pajeú a chegar a Portugal!
O coletivo “Mulheres de
Repente do Sertão do Pajeú", que já viajou por lugares importantes no Brasil
levando a beleza e potência da poesia popular do Pajeú, como feiras literárias
Flip e Flup no estado do Rio de Janeiro, pelo SESC, e também São Paulo (SP),
Recife (PE) e Brasília (DF), com outros diferentes eventos de literatura, agora
se prepara para chegar a Portugual, em outubro de 2026.
Formado
pelas pajeuzeiras Elenilda Amaral, Erivoneide Amaral, Dayane da Rocha Lira,
Thaynnara Queiroz, Francisca Araújo e Milene Augusto, com idealização e
coordenação de Luna Vitrolira e produção de Taciana Enes, o coletivo se prepara
para apresentações literárias no Festival de Poesia de Lisboa e Fábrica Braço
de Prata (Lisboa), Instituto Pernambuco (Porto) e no Festival Fólio
(Óbidos).
Para
ajudar nas despesas, o coletivo criou uma campanha de financiamento coletivo,
já que a viagem tem a maior parte dos custos financiados pelo edital de
internacionalização da PNAB PE.
“Com
a alta do Euro, a gente precisou complementar a estratégia de arrecadação para
que possamos viajar com segurança”, explica Taciana Enes, produtora do grupo. A
idealização e coordenação do projeto é de Luna Vitrolira.
A
vaquinha está disponível no site https://www.apoioamigo.com
- lá é possível doar de diferentes maneiras: PIX, boleto ou cartão de crédito.
“Para realizar nossa primeira turnê internacional em Portugal, as Mulheres de Repente precisam do seu apoio. Além das passagens, hospedagem, alimentação e transporte (LAB PE), muitos outros custos extras surgiram com seguro viagem, passaportes e bagagens, a campanha complementa e possibilita que a cultura popular sertaneja e a voz das mulheres repentistas representem Pernambuco em importantes eventos culturais no Velho Continente”, explica o site da campanha.
Além
de cordel e poesias em geral, a maior marca do coletivo é a Mesa de Glosas - um
dos gêneros poéticos da arte oral de tradição do Pajeú que descende diretamente
do repente.
Consiste
em um desafio, sem viola, entre poetas participantes da Mesa, para criar versos
feitos de improviso, sem o apoio de nenhum tipo de suporte, usando um conjunto
de regras rígidas que definem a estrutura, o ritmo, a métrica e o esquema de
rimas do poema, a partir dos motes revelados no exato momento da glosa, pela
pessoa coordenadora da Mesa, sem que ninguém tenha conhecimento prévio com
relação aos temas que serão desenvolvidos.
Essa
tradição poética sempre teve uma barreira invisível para as mulheres, que eram
constantemente deixadas à margem desse universo. Mas em 20 de julho de 2013,
pela primeira vez, a presença feminina marcou a mesa de glosas, em São José do
Egito. As protagonistas desse momento histórico foram as poetisas Elenilda
Amaral e Dayane Rocha, duas mulheres que ousaram desafiar as normas e provar
que a arte do improviso também pertence a elas.

