Priscila
Krause na vice e Túlio Gadêlha no Senado devem completar a chapa da
governadora.
Por Pedro
Alves, Paulo Veras, g1 PE
O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho em vídeo em que anunciou retirada de candidatura ao Senado — Foto: Reprodução/redes sociais
O
ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União
Brasil) retirou, neste sábado (1º), a sua pré-candidatura ao Senado. O
anúncio foi feito em um vídeo publicado nas redes sociais (veja acima).
Nas
últimas semanas, Miguel Coelho vinha disputando com o deputado federal Eduardo
da Fonte (PP), uma das vagas ao Senado na chapa da
governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.
União Brasil e PP formam uma federação a nível nacional, o que significa que as
duas siglas precisam funcionar como um único partido nas eleições deste ano.
Cada
chapa tem o direito de lançar duas candidaturas ao Senado, que é o número de
cadeiras disponíveis no pleito deste ano. Na chapa de Raquel Lyra, também deve
ser lançada a candidatura do deputado federal Túlio Gadelha (PSD) ao Senado. A
convenção partidária do PSD foi marcada para o domingo (2).
No
vídeo, Miguel Coelho afirma que teve uma reunião com a governadora até por
volta das 1h da manhã e, de comum acordo, decidiu retirar sua pré-candidatura,
para evitar que a indefinição na federação prejudicasse a candidatura de
Raquel.
"Para não colocar esse projeto em risco sob nenhum tipo de condição, de ameaça ou de qualquer forma de pressão que seja, percebemos, e eu e ela, numa conversa de bom tom e muito tranquila, que era o momento de retirar a nossa candidatura ao Senado", afirmou Miguel.
O ex-prefeito também disse que esse não era o desfecho que ele queria para as eleições deste ano.
"Infelizmente, não vai dar. Esse ano de 2026, não vamos colocar o nosso nome à disposição por questão de forças maiores. Mas o 'galeguinho' continua aqui, de cabeça erguida, firme",- disse.
Essa
é a terceira vez que o grupo da família Coelho, de Petrolina, é preterido numa
eleição majoritária em Pernambuco. Em 2014, o pai de Miguel, o ex-senador Fernando
Bezerra Coelho, tentou disputar a sucessão do ex-governador Eduardo Campos,
pelo PSB, mas o partido escolheu o nome de Paulo Câmara, que venceu
a disputa para o governo naquele ano.
Quatro
anos depois, Fernando Bezerra Coelho se filiou ao MDB para novamente tentar ser
candidato ao governo do estado, mas uma resistência do grupo político ligado ao
ex-governador Jarbas Vasconcelos evitou que ele conseguisse a presidência
estadual do partido e que fosse candidato.
Disputa
por vaga
Até
março deste ano, Miguel Coelho e seu partido estavam ligados ao ex-prefeito do
Recife João Campos (PSB), principal adversário da governadora Raquel Lyra e
que, neste sábado, oficializa sua candidatura a governador.
Na
época, ele já falava sobre disputar o Senado, e pretendia integrar a chapa da
Frente Popular de Pernambuco. Porém, sua candidatura competia com diversos
outros nomes no grupo, como o do senador Humberto Costa (PT), da ex-deputada
federal Marília Arraes (PDT) e do então ministro dos Portos e Aeroportos,
Silvio Costa Filho (Republicanos).
A
situação tornou-se depois que, em fevereiro, ele e seus parentes
tornaram-se alvos da Operação Vassalos, da Polícia Federal, que apura um
suposto esquema criminoso de desvios de emendas parlamentares.
Dias
depois, ele rompeu com João Campos e disse que o União Brasil "ficou
refém" de um projeto que excluiu o partido. O grupo político dos Coelho
passou, então, a integrar a base de apoio da governadora, com quem Miguel
passou a participar de agendas políticas e de entregas de obras em todo o
estado.
Além
dele, o deputado federal Túlio Gadelha (PSD) era tido como postulante à vaga no
Senado na chapa de Raquel Lyra. Nos meses seguintes, no entanto, o nome de
Eduardo da Fonte começou a ganhar musculatura política para a disputa pelo
Senado, e passou a ser incluído nas pesquisas de opinião para o pleito, chegando
ao terceiro lugar nas intenções de voto.
No
fim de junho, a federação fez uma reunião em que aprovou o nome de Eduardo da
Fonte como pré-candidato ao Senado, já que o PP detém maioria dos filiados
entre os dois partidos. A decisão foi ratificada pelo presidente nacional do
PP, Ciro Nogueira, mas desautorizada pelo dirigente nacional do União Brasil,
Antônio Rueda.
Com
isso, o imbróglio seguiu. Os dois partidos se reuniram diversas vezes com a
governadora Raquel Lyra, mas nada foi definido até o último fim de semana de
convenções partidárias.
Calendário
de convenções
As
convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para
escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto.
Na
sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia
15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas
eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para:
- presidente;
- governador;
- Senado (duas vagas por
estado);
- deputado federal;
- deputado estadual.

