Não
foi pequena a dificuldade de Joaquim José Modesto para composição do
corpo administrativo. Não havia pessoal habilitado e os mais instruídos não
queriam dar a sua cota de sacrifício. A tudo somem-se a falta de recursos e a
inexperiência na administração pública. A administração de Joaquim Modesto foi
marcada por toda sorte de dificuldade. Município muito distante da Capital, sem
recursos, sem meios de comunicação, o pessoal sem experiência. Mas era
necessário sustentar o Município autônomo. O prefeito é que fazia tudo,
orientava o pessoal, escriturava os livros, redigia os atos, portarias e leis.
Joaquim José Modesto não pôde fazer muita coisa. Sua gestão foi consumida na organização
administrativa, procurando colocar nos lugares certos as pessoas certas, o que
exigia uma constante reestruturação no quadro de pessoal. Não fez obras
públicas. Regulamentou a profissão de
marchante, só podendo exercê-la
pessoa licenciada pela prefeitura; fixou o imposto de abatimento de gado; e
auxiliou na construção da estrada São
Gonçalo-Santa Cruz.
Com o
advento da Revolução de 30, foram
dissolvidos todos os Conselhos Municipais e demitidos muitos prefeitos eleitos
em 1929. Joaquim Modesto, por ter sido
aliado de Lima Cavalcante, permaneceu no cargo.
Por
ordem do interventor, foi prorrogado para o exercício de 1931 o orçamento de
1930. O controle financeiro das prefeituras passou a ser feito pelo Departamento
de Administração Municipal e era rigorosamente fiscalizado.

