As fotos não retratam o momento histórico relembrado e fragmentado do Livro de Francisco Muniz Arraes, são apenas ilustrações de outras memórias da vida social de Araripina.
Cada família que chegava a São Gonçalo trazia filhos, moças e rapazes, que movimentavam a vida social da Vila, juntamente com os jovens da terra, em alegres noitadas. Não se falava em bailes. Também não era o “samba”, as danças próprias do meio rural. Eram os “assaltos”, festas improvisadas em alguma casa da rua (no meu tempo se chamava ‘assustado”, costume que parece desaparecido). Animados pelo som de uma boa harmônica, nas mãos de hábeis tocadores, Boré, Domiro ou Horácio, os mais requisitados, varavam a noite. Os cavalheiros pagavam a cota, recolhida em um chapéu, pelo responsável. O apurado, vinte ou trinta mil réis, era o cachê do tocador. Fora isso, somente as brincadeiras de rua, sob o luar do sertão e as conversas noturnas de cadeiras em frente as casas, entretinham os moradores de São Gonçalo.
Do Livro: Araripina, História, Fatos e Reminiscência de Francisco Muniz Arraes

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