"Vou
me licenciar porque acho que é uma questão política importante para poder fazer
a campanha da governadora com tranquilidade", declarou o petista
Alexandre
Cunha e Elaine Guimarães
Durante a entrevista, o dirigente também fez duras críticas ao PSB e ao ex-prefeito do Recife João Campos (Foto: Maurício Ferry/DP Foto)
Antes
mesmo do início da convenção estadual da Federação Brasil da Esperança (PT,
PCdoB e PV), nesta segunda-feira (20), no Hotel Jangadeiro, na Zona Sul do
Recife, o presidente municipal do PT do Recife, Osmar Ricardo, anunciou que
pedirá licença do cargo para fazer campanha pela reeleição da governadora
Raquel Lyra (PSD) e endureceu as críticas ao ex-prefeito João Campos
(PSB).
"Não
dá para se entender mais com o PSB", afirmou Osmar ao garantir que não
participaria do ato. O anúncio foi feito durante o ato de registro das
candidaturas da federação formada por PT, PCdoB e PV. Segundo Osmar, a licença
será formalizada em reunião do diretório municipal marcada para esta
terça-feira. O dirigente afirmou que a decisão busca evitar questionamentos
internos sobre sua participação na campanha de uma candidata de outro partido.
"Vou
me licenciar porque acho que é uma questão política importante para poder fazer
a campanha da governadora com tranquilidade", declarou. O dirigente
minimizou as ameaças de pedidos de expulsão ou punição por parte de integrantes
da legenda. Segundo ele, o PT tem histórico de dirigentes que apoiaram
candidatos de outras siglas sem sequer se afastarem dos cargos partidários.
"Não vejo moral em algumas pessoas que estão dizendo que vão pedir expulsão. O PT tem uma história e jurisprudência de outras pessoas que apoiaram candidaturas fora do partido sem pedir licença", explicou.
Osmar
justificou que, por ocupar a presidência do diretório municipal da capital,
considera necessário o afastamento temporário. "Fui eleito com uma grande
maioria dos votos. Não tenho por que não me licenciar".
Críticas
ao PSB
Durante
a entrevista, o dirigente também fez duras críticas ao PSB e
ao pré-candidato João Campos (PSB), afirmando que rompeu
politicamente com o grupo após décadas de convivência na Frente Popular de
Pernambuco.
"Hoje
eu entendo que às vezes a gente fica cego na política. Esse feitiço acabou. É
uma nova era agora. A governadora Raquel Lyra vem trabalhando por
Pernambuco". Na avaliação de Osmar, já não existe possibilidade de
entendimento político entre parte do PT e os socialistas.

