REGIÃO 1972: AS FOTOS REVELAM A BELEZA DE CLARANÃ: UM AMOR DE PEDRA

De formação geológica impressionante, esta é uma senhora pedra, cujo nome é CLARANÃ.


Modificada com IA

Os flagrantes que “REGIÃO” colheram e que são aqui publicados revelam, realmente, a grandiosidade dessa obra que a natureza implantou a 2 léguas da cidade de Bodocó, em Pernambuco.

A fama de CLARANÃ corre meio mundo e domina larga faixa do Estado de Pernambuco até a capital.

A sua beleza e características têm despertado nos órgãos especializados, do Recife, o interesse de explorá-la como fonte de curiosidade turística.

A ideia é oportuna e por isso válida, pois CLARANÃ não é apenas uma pedra fincada ao sopé do Araripe, ela é uma fonte inesgotável de belezas naturais, de formação geológica incomum — e oferece características dignas de serem vistas e estudadas:

— Os caldeirões enormes, verdadeiras piscinas naturais que acumulam águas do inverno, os indícios de existência de índios no local, pois sente-se perfeitamente a presença do homem, mesmo inculto, como colaborador da majestosa obra que a natureza ali colocou. Outros fatos constatados pela reportagem de “REGIÃO”, em visita ao local, foram as fendas abertas na estrutura da pedra que nos suscitaram a ideia de terem sido, as mesmas, “emendadas” pelos índios, com material (xisto betuminoso) de efeito semelhante ao cimento a fim de não prejudicar a descida das águas com destino aos caldeirões.

Com efeito, essa provável providência tomada pelos índios, valeu como medida preventiva, pois as águas represadas poderiam suprir, com segurança, as suas necessidades, na época de estiagem.

Segundo o nosso informante Adeli Calábria de Menezes, residente na cidade de Bodocó, que nos acompanhou na visita à pedra do CLARANÃ, em determinadas épocas do ano são ouvidos estrondos enormes, partidos da referida pedra.

Sempre que isso acontece é prenúncio de chuvas.

Cabe aos cientistas a verdadeira e abalizada explicação do fenômeno.

A nossa, que não somos especialistas, fica mesmo no prazer de que, a essa altura, os habitantes de Bodocó e adjacências, já estejam ouvindo os estrondos de CLARANÃ, prenunciadores de copiosas chuvas.

Os clichês que “REGIÃO” publicam são flagrantes da pedra do CLARANÃ, de suas piscinas naturais (Caldeirões), da presença dos repórteres desta revista que, numa das fotos, tentam, de mãos-dadas, abarcar um dos espetaculares troncos de mangueira, das várias existentes ao sopé da pedra, emprestando ambiente acolhedor para turistas ou não que desejarem conhecer e se enamorar do charme, da beleza e do veneno de CLARANÃ, um amor de pedra.

  


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