De formação geológica impressionante, esta é uma senhora
pedra, cujo nome é CLARANÃ.
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Os flagrantes que “REGIÃO” colheram e que são aqui
publicados revelam, realmente, a grandiosidade dessa obra que a natureza
implantou a 2 léguas da cidade de Bodocó, em Pernambuco.
A fama de CLARANÃ corre meio mundo e domina larga faixa do
Estado de Pernambuco até a capital.
A sua beleza e características têm despertado nos órgãos
especializados, do Recife, o interesse de explorá-la como fonte de curiosidade
turística.
A ideia é oportuna e por isso válida, pois CLARANÃ não é
apenas uma pedra fincada ao sopé do Araripe, ela é uma fonte inesgotável de
belezas naturais, de formação geológica incomum — e oferece características
dignas de serem vistas e estudadas:
— Os caldeirões enormes, verdadeiras piscinas naturais que
acumulam águas do inverno, os indícios de existência de índios no local, pois
sente-se perfeitamente a presença do homem, mesmo inculto, como colaborador da
majestosa obra que a natureza ali colocou. Outros fatos constatados pela
reportagem de “REGIÃO”, em visita ao local, foram as fendas abertas na
estrutura da pedra que nos suscitaram a ideia de terem sido, as mesmas,
“emendadas” pelos índios, com material (xisto betuminoso) de efeito semelhante
ao cimento a fim de não prejudicar a descida das águas com destino aos
caldeirões.
Com efeito, essa provável providência tomada pelos índios,
valeu como medida preventiva, pois as águas represadas poderiam suprir, com
segurança, as suas necessidades, na época de estiagem.
Segundo o nosso informante Adeli Calábria de Menezes,
residente na cidade de Bodocó, que nos acompanhou na visita à pedra do CLARANÃ,
em determinadas épocas do ano são ouvidos estrondos enormes, partidos da
referida pedra.
Sempre que isso acontece é prenúncio de chuvas.
Cabe aos cientistas a verdadeira e abalizada explicação do
fenômeno.
A nossa, que não somos especialistas, fica mesmo no prazer
de que, a essa altura, os habitantes de Bodocó e adjacências, já estejam
ouvindo os estrondos de CLARANÃ, prenunciadores de copiosas chuvas.
Os clichês que “REGIÃO” publicam são flagrantes da pedra do
CLARANÃ, de suas piscinas naturais (Caldeirões), da presença dos repórteres
desta revista que, numa das fotos, tentam, de mãos-dadas, abarcar um dos
espetaculares troncos de mangueira, das várias existentes ao sopé da pedra, emprestando
ambiente acolhedor para turistas ou não que desejarem conhecer e se enamorar do
charme, da beleza e do veneno de CLARANÃ, um amor de pedra.
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