Família
viajava com duas crianças, de 4 e 2 anos, além da babá e de um casal de amigos;
entre as vítimas também estavam o piloto e a copilota da aeronave, que caiu na
Flórida em 1º de novembro.
Por
Redação g1 — São Paulo
Família Robinson estava no avião que caiu na Flórida — Foto: reprodução/redes sociais
Adam
Robinson, de 44 anos, a mulher, Helen Sharp, e os dois filhos do
casal, Emma, de 4 anos, e Charlie, de 2, estavam entre as nove pessoas que
morreram na queda de um jatinho particular em uma região residencial de
Greenacres, no condado de Palm Beach, na Flórida, no domingo (1º).
A
família morava em Austin, no Texas, e viajava para as Bahamas quando o
Learjet 60 caiu.
Adam era empresário do setor de tecnologia e comandava três empresas. Helen trabalhava com relações públicas e havia aberto recentemente um ateliê de cerâmica. Nas redes sociais, os dois compartilhavam momentos da vida em família, incluindo registros dos filhos ainda pequenos.
A
morte dos quatro foi confirmada em um comunicado conjunto divulgado pelas
famílias das vítimas. Na homenagem, os familiares descreveram Adam e Helen como
pais dedicados e disseram que Emma e Charlie "eram a luz da vida
do casal".
"Helen e Adam eram um amor que vai durar para sempre", afirmou o irmão de Adam, Anthony Robinson, em uma publicação nas redes sociais.
Os
familiares também destacaram o carinho, a generosidade e a capacidade
do casal de fazer as pessoas se sentirem bem-vindas. Segundo a homenagem,
essas características marcaram a vida de muitas pessoas próximas, e a perda
será profundamente sentida por todos que os amavam.
Adam
Robinson era empresário do setor de tecnologia
Naturalmente
ligado ao empreendedorismo, Adam Robinson construiu sua carreira no mercado
financeiro e no setor de tecnologia. De acordo com seu perfil no LinkedIn, ele estudou
economia e literatura espanhola na Rice University, no Texas, entre 1999 e
2003. Durante a faculdade, também integrou o time universitário de basquete.
Antes
de empreender, trabalhou como operador de credit default swaps (CDS) no Lehman
Brothers e no Barclays Capital. O CDS é um contrato financeiro que funciona
como uma espécie de proteção contra o risco de calote de uma dívida.
Depois,
passou a investir na criação de empresas de tecnologia. Foi cofundador e
presidente-executivo da Robly, companhia de marketing por e-mail e
automação de campanhas, que chegou a uma receita anual de oito dígitos,
segundo as informações que ele próprio publicou no LinkedIn.
Adam
também fundou a Retention.com, empresa que desenvolve ferramentas para
ajudar lojas virtuais a identificar visitantes de seus sites e ampliar as
estratégias de publicidade e marketing.
Posteriormente,
lançou a RB2B, que permite identificar profissionais que visitam páginas
na internet e compartilhar informações sobre esses potenciais clientes com
empresas. Ele também comandava a MoltSets, que oferece dados de contato
profissionais, como endereços de e-mail corporativos e números de telefone.
Galerias
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Foto do Adam com o primeiro cachorro da família, a Peanut, em 2015. — Foto:
Foto do casal em uma viagem ao El Calafate, na Argentina, em 2018. — Foto: Reprodução/Instagram
Foto de rosto do Adam, em 2020. — Foto: Reprodução/Facebook
Foto do casal Adam e Helen, em 2021. — Foto: Reprodução/Facebook
Foto do casal em uma viagem à Grécia, em 2018. — Foto: Reprodução/Instagram
Em
seu perfil profissional, Adam se descrevia como um empreendedor interessado em
construir empresas enxutas, lucrativas e com crescimento acelerado, sem
depender de investimentos externos.
O
empresário continuava trabalhando até os últimos momentos. Segundo a Fox News,
uma de suas últimas publicações no LinkedIn foi feita no próprio domingo (1º),
dia do acidente.
Nela, comemorou que a RB2B havia alcançado US$ 10 milhões em receita recorrente anual, indicador que estima quanto uma empresa recebe em um ano com receitas que se repetem regularmente.
Na
mesma publicação, informou que a MoltSets estava próxima de atingir US$ 1
milhão em receita recorrente anual.
Adam
também anunciou que participaria de um debate ao vivo na terça-feira (3) com um
amigo, Jesse Ouellette, para discutir se as duas empresas deveriam continuar
funcionando separadamente ou ser reunidas. O encontro não aconteceu.
As
empresas comandadas por ele também publicaram uma homenagem. Em comunicado,
Retention.com, RB2B e MoltSets o descreveram como um amigo, mentor e líder de
personalidade forte, que se importava profundamente com as pessoas ao seu
redor.
Helen
Sharp era empresária, trabalhava com relações públicas e era artista de
cerâmica
Helen
Sharp trabalhava com relações públicas e era fundadora da Influential PR,
uma agência de comunicação criada em 2019 para divulgar histórias de marcas
sustentáveis e empresas com propósitos sociais e ambientais.
A
empresa se apresentava como uma agência especializada em relações públicas para
marcas orientadas por causas e sustentabilidade. Segundo a descrição
institucional, o trabalho combinava planejamento estratégico e construção de
conexões entre marcas e seus públicos.
A
agência também afirmava ter crescido rapidamente desde a fundação,
principalmente por indicações de clientes, e conquistado a confiança de
jornalistas e publicações especializadas.
Além
da carreira na comunicação, Helen também se dedicava à produção artística.
Segundo o The New York Times, ela havia aberto recentemente um estúdio de
cerâmica.
Em
seu perfil profissional e nas redes sociais, apresentava-se como artista de
cerâmica escultórica e destacava a produção de peças artesanais exclusivas,
feitas à mão em Aspen.
Helen
estudou história da arte e antropologia na University of Arizona, entre 2004 e
2008. Durante a graduação, participou de atividades voluntárias, incluindo
projetos da Habitat for Humanity e da Arizona School for the Deaf and Blind.
Também
passou um período na Universidad de Belgrano, na Argentina, em 2008, onde
estudou espanhol avançado, literatura latino-americana e história da arte
latino-americana.
Galerias
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Foto da Helen Sharp em uma festa, em 2017. — Foto: Reprodução/Facebook
Foto da Helen Sharp segurando sua cerâmica, em outubro. — Foto: Reprodução/Instagram
Foto da Helen Sharp segurando sua cerâmica, em outubro. — Foto: Reprodução/Instagram
Foto da Helen Sharp ao lado de um cavalo, em 2018. — Foto: Reprodução/Instagram
Antes
da universidade, frequentou a Episcopal High School, entre 2000 e 2004, período
em que participou de atividades esportivas e de projetos de voluntariado.
Helen
costumava compartilhar vídeos de suas criações e registros do processo de
produção. Diferentemente do marido, que publicava frequentemente sobre negócios
e empreendedorismo, ela mantinha um perfil mais voltado ao trabalho artístico e
à família.
Fotografias
e vídeos publicados nas redes sociais mostram momentos do casal com Emma e
Charlie. Em uma das imagens, Helen aparece grávida ao lado de Adam. Em outras,
ela posa com a filha ou compartilha momentos das crianças durante atividades em
família.
Adam Robinson e sua esposa, Helen, em 2022. — Foto: Reprodução/News York Post
Emma
e Charlie eram os filhos pequenos do casal
Emma
Robinson tinha 4 anos, e Charlie Robinson, 2. Os dois foram descritos pelos
familiares como o centro da vida dos pais.
A
família vivia em uma região de Austin conhecida pelas casas de estilo bangalô e
pelas árvores de carvalho, a oeste do centro da cidade, segundo o The New York
Times.
Emma e Charlie Robinson, em 2026, durante uma viagem. — Foto: Reprodução/New York Post
Kevin
Sims, que vendeu uma casa aos Robinson em 2019, contou ao jornal que conhecia a
família e se lembrava de ter visto os quatro juntos durante o Halloween.
As
publicações de Helen nas redes sociais também registravam o crescimento das
crianças e passeios em família.
Babá
e duas amigas também morreram no acidente
Além
dos quatro integrantes da família Robinson, estavam no avião Anita Maria
Cetina, babá das crianças, e o casal de amigos Rachael Reed e Charmi
Fehr.
Anita Maria Cetina, babá das crianças. — Foto: Reprodução/Facebook
Em
comunicado conjunto, os familiares afirmaram que Anita cuidava de Emma e
Charlie com carinho e dedicação e que era considerada parte da família. A
homenagem destacou o legado de amor e cuidado deixado por ela.
O
casal de amigos, Rachael e Charmi também foram lembrados na manifestação.
Segundo a publicação do irmão de Adam, Anthony Robinson, as duas eram pessoas
cheias de alegria e espírito aventureiro, que amavam intensamente as pessoas
próximas.
Casal de amigos, Charmi e Rachel. — Foto: Reprodução/Facebook
O
avião também era ocupado por dois pilotos: Jeff Gregory, que estava no
comando, e Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, copilota brasileira,
filha de brasileiros.
Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, era copilota do avião que caiu na Flórida e deixou nove mortos — Foto: Reprodução/Redes sociais
Segundo
o The New York Times, Gregory era um piloto experiente, com anos de atuação na
aviação, de acordo com uma ex-empregadora. Já Nathalia havia acumulado mais de
1,3 mil horas de voo e conquistado sua licença de piloto aos 17 anos, segundo a
mãe, Camila Corteleti.
A
jovem trabalhava para a Upper Jets, empresa de fretamento de aeronaves
particulares sediada em Fort Lauderdale.
O
Learjet 60 havia partido de Austin com destino ao aeroporto de North Eleuthera,
nas Bahamas.
Durante
o voo, a tripulação relatou a presença de gelo e turbulência e, pouco depois,
declarou emergência aos controladores de tráfego aéreo. A aeronave perdeu
altitude rapidamente e caiu em uma área residencial da Flórida.
As nove pessoas que estavam a bordo morreram. As causas do acidente ainda são investigadas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), com apoio da Administração Federal de Aviação (FAA).















